O PAULISTANO TEM SOTAQUE OU SÓ É ESTRESSADO MESMO?

Publicado: 27/01/2010 em allTV, Paulo Ragassi, PROGRAMA TAH LIGADO!
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Dizem que o paulistano fala cantando, arrasta o “R”- como diz a Dani Calabresa: Arrastar o “R” é uma forma de estender a conversa – mas as pessoas querem o que? Que o paulistano fale a sua língua nativa? Se for assim vou escrever este texto em tupi-guarani! Temos uma população de descendentes de italianos, e italianos maior que a população da Cidade de Roma…É eu disse Rrrrrroma…Portanto, mais que normal a influencia da Grande Bota em nosso linguajar. O carioca, por exemplo, teve uma influencia muito grande de Portugal, o som de X talvez de algum ancestral da Xuxa! Na verdade o Carioquês (Kariokêiş) é um dialeto do Português, falado nos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e nos estúdios da Globo. É extremamente odiado, por qualquer pessoa de qualquer lugar do Brasil a não ser o Rio de Janeiro. Distingue-se do Português falado no resto do Brasil por uma série de distinções. É difundido pelo Brasil através das novelas da Globo, músicas da Kelly Key, Tati Quebra-Barraco e Funks em geral. O maior sucesso atual no dialeto é Tremendo Vacilão, repleto de termos característicos. Gírias são supracitadas pelo Narrador da Sessão da Tarde, como “Essa galerinha irada arranjando altas confusões” ou “Mig, um cara descolado, no maior clima de azaração pra Fernanda, aprontando as maiores confusões”, mas isso é outra história…Ô meu! o que é mais sonoro Ibirapuera ou Ibira? Ônibus ou Buzão? Fusca ou Fuca? Bexiga ou Bela Vista? Até nossos sambas são mais sonoros, vejam as letras de Adoniran Barbosa, quer coisa mais paulista que isso? Mas todo brasileiro que vem pela primeira vez à São Paulo pensa: Eita cidade de gente louca, estressada que não dorme e nem para por nada. E o que tem de melhor em São Paulo é o… Claro que é o paulistano! Pior que isso é vocês acharem que o paulistano sempre precisa descansar, e mais uma vez cita o belo bordão: “Estou estressado! Quer sair desse caos, dessa megalópole, quer sombra e água fresca. De fato ele vai tentar realizar este sonho, pois antes de ser paulistano ele é brasileiro e não desiste nunca. Então o ser animado solicita férias em seu serviço, após isso enche o saco dizendo que é pra ontem o pacote de viagem para o agente de viagens. Depois se prepara todinho para ir ao lugar escolhido. Para tudo!
A guerra vai começar o ser animado decidiu descansar, porém parece que seu jeito já pré moldado não deixou ele fazer isso. Ele começa a ficar louco quando chega na estrada e já vê aquela pequena lentidão e começa a esbravejar:- Pata ka parel! Parece que todo mundo resolveu tirar férias junto comigo! Que zica meoo!! Orra meoo, ô povo sem personalidade e criatividade, viu?! Se isso ainda não bastasse tenho certeza absoluta que vocês pensam que é magnífico o pensamento de paulista, principalmente o masculino. Vide bula:
” Eu vou pro sul e lá se vai ver meo. As mina paga um pau pra paulista meoo, véi. Orra meo se num tem noção man!” Traduzindo: “AS MINA” são as mulheres, com o plural típico paulista (não tente utilizar na Capital paulista o que você aprendeu sobre plural nas escolas fora de São Paulo, você não será compreendido). “PAGANDO PAU”, em paulistanês, seria o ato de uma ou mais mulheres mostrar em, em olhares, gestos ou expressões corporais, que desejam sexo. E agora vocês lendo este texto vão dizer que paulista também acha que não tem sotaque algum, até ele pisar em outro lugar e ver que as pessoas também o rotulam. Irão dizer os quantos de “meo” que paulista fala em uma simples conversa? E que em paulistanês não há “s” no final das palavras no plural? Orra meu! Vocês já viram algum “s” em palavras no plural em italiano? Brincadeiras à parte, este texto tem o objetivo de simplesmente mostrar como é ruim estereotipar sotaques, dialetos, e até condutas que jamais podem ser generalizadas… então man! Vou dormir porque amanhã tem jogo do Palestra, e só jantei dois pastel e um chopps, certo truta!!

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comentários
  1. Lindsay Mel disse:

    Eu sou de Sampa e não acho que preciso descanar não, afinal, só não para quem não quer mesmo! Moro no extremo sul da cidade e quando visito a Av. Paulista, me sinto um pouco “sufocada” e assustada com os prédios enormes que tem lá, mas tipo, eu sei que nós temos tempo pra descansar à vontade!

    Curti muito essa matéria, nunca havia prestado atenção no meu próprio sotaque, só no dos nordestinos, cariocas e sulistas kkkk!

  2. kkkkkkkkkkkkk Falou tudo mano, realmente falamos assim aqui em sampa.

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