GIBI SEMANAL – UMA COLEÇÃO DE CLÁSSICOS DA HQ!

Publicado: 02/03/2010 em allTV, Paulo Ragassi, PROGRAMA TAH LIGADO!, Uncategorized
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Gibi 40 - Última Edição

Vamos voltar ao ano de 1974. Mais precisamente ao mês de Outubro. Nessa data, a RGE – Rio Gráfica e Editora (atualmente conhecida como Editora Globo) teve a ótima iniciativa de relançar nas bancas brasileiras um verdadeiro clássico: a revista Gibi. Publicada pela primeira vez em 1939, teve originalmente em suas páginas Charlie Chan (aquele mesmo que, anos depois, ganharia um desenho animado pela Hanna-Barbera), Brucutu, Ferdinando e vários outros personagens das histórias em quadrinhos. Na época, Gibi significava moleque, negrinho, porém, com o tempo a palavra passou a ser associada a revistas em quadrinhos e, desde então, virou uma espécie de “sinônimo”. Ao relançarem a revista, com periodicidade semanal, fizeram uma excelente seleção de material, inclusive com histórias que saíram nas edições originais. A edição de número um de Gibi traz uma introdução do Professor Álvaro de Moya, contando justamente a trajetória da publicação. O professor foi colaborador da revista e é seu o lay-out da capa da edição nº 30. Falando nas capas, as mesmas são de uma qualidade e criatividade surpreendentes. Os capistas eram Walmir Amaral de Oliveira e Murilo Marques Moutinho, sendo que o primeiro teve participação na idéia do relançamento.  A revista tinha formato gigante, de aproximadamente 40 (altura) x 30 cm (largura), com uma parte em cores, nas tiras; e outra em preto e branco, no caso das histórias completas. Tudo em papel jornal. Mesmo com todo esse cuidado e apuro, o Gibi Semanal durou somente quarenta números, que foram republicados posteriormente em quatro edições encadernadas que compilavam dez edições cada. or volta do número 36, para evitar o fim abrupto da publicação, a editora Sonia Hirsch teve a idéia de propor um “morte digna” para a revista, que acabou ocorrendo no número 40, no qual constava uma nota explicativa sobre o motivo do cancelamento, que não é difícil de imaginar… baixas vendas. A revista começou com uma tiragem de 160 mil exemplares, e sua última edição teve “apenas” 35 mil (esse número era considerado baixo, por se tratar de uma editora de grande porte). A capa da última edição é um achado: o personagem símbolo da revista, um negrinho, indo embora carregando uma trouxa, por onde caem tiras de quadrinhos. Naquele triste momento, o Gibi foi um “precursor” de uma situação que viria a se repetir tantas e tantas vezes em nosso combalido mercado nacional de HQ’s.  É uma boa dica de HQ e para quem quiser iniciar uma coleção. Tenho orgulho de ter estes Gibis desde o ano de 1.974 intactos, e não vendo por nada…rs

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