Arquivo de agosto, 2010

Com a Orquestra do Limiar, o programa proporciona momentos de relaxamento e pausa para a rotina hospitalar e em sete anos já beneficiou mais de 20 mil pessoas. São Paulo, 30 de agosto de 2010 – O Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo, terá um motivo especial para dar uma pausa em sua rotina no dia 1º de setembro, às 11h. No saguão de eventos, pacientes, visitantes, funcionários e a comunidade local poderão assistir a um concerto gratuito de música erudita, promovido pelo Programa “Música nos Hospitais”, fruto da parceria entre a sanofi-aventis e a Associação Paulista de Medicina, com apoio da lei Rouanet do Ministério da Cultura. Esta é a primeira apresentação do programa na instituição. Desde 2004, o “Música nos Hospitais” percorre a capital paulista, cidades do interior e alguns estados brasileiros, levando música clássica para diversos hospitais. Ao longo desses anos, mais de 20 mil pessoas foram beneficiadas. O objetivo é proporcionar, por meio da música, momentos de relaxamento e bem-estar para ajudar a dar uma pausa na rotina hospitalar. Serviço:  Local: Hospital Geral do Grajaú – Saguão de Eventos do 1º andar Data: 1 de setembro, quarta-feira Horário: às 11 horas  Endereço: R. Francisco Octávio Pacca, 180 – Pq. Das Nações – São Paulo – SP Entrada Franca

Musico une erudito, popular e barroco na programação do Musica no Museu A programação do Musica no Museu do Museu da Casa Brasileira terá, até dezembro, a curadoria de Arrigo Barnabé.  O musico aproximou três grupos distintos: aqueles que trabalham com a música erudita produzida no séc. XX/XXI (Durum, duo Karin/Montanha, Projeto B e Daniel Murray), os que trabalham a música popular cortejando a música erudita e as experimentações (Mário Campos e Coletivo orquestral da Unicamp, Paulo Braga e Mané Silveira Quinteto) e ainda os que se ocupam de uma música mais antiga, ligados à produção do barroco (Mundo Barroco e Orquestra Arte Barroca). “Acho interessante podermos comparar as inquietações que surgem de forma transparente, no séc. XX/XXI, esses desassossegos de alma, com a música produzida no período barroco. Esta, também tem seus desassossegos de alma, suas febres, aflições e até angústias”, pontua Barnabé. Para a primeira apresentação Barnabé convidou o regente Mario Campos e sua “big band” Coletivo Orquestral da Unicamp para se apresentarem no domingo, 5 de setembro, às 11h, em um cenário agradável: o terraço do museu, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados. Ainda sob sua curadoria, em setembro, se apresentarão Paulo Braga e Big Band da Santa. Com trabalho singular na musica brasileira, Arrigo sempre trabalhou na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular. Nascido em Londrina (PR), mudou-se para São Paulo em 1970. Por aqui, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e a Escola de Comunicações e Artes, onde fez o curso de composição, no Departamento de Musica. Na década de 70, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a música Diversões eletrônicas. Nos anos 80, lançou seu primeiro álbum, Clara Crocodilo e compôs a Saga de Clara Crocodilo para a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo e grupo de rock. Na mesma década, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco, Tubarões voadores, eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo. Lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho e no Festival de Cinema de Brasília DF, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo. Nos anos 90, participou de shows com Itamar Assumpção por todo o Brasil, apresentou-se no Podenville, em Berlim (Alemanha), lançou mais um álbum, Façanhas e sua peça Nunca conheci quem tivesse levado porrada, para a Orquestra Jazz Sinfônica, banda de rock e quarteto de cordas, teve apresentação no Memorial da América Latina, em São Paulo. Barnabé ainda participou do Primeiro Festival de Jazz e Música Latino-Americana, em Córdoba, Argentina. No Teatro Municipal, de São Paulo, apresentou sua peça Musica para dois pianos, percussão, quarteto de cordas e banda de rock e lançou o CD Ed Mort, do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot.

Cantar o amor de uma maneira diferente. Esta será a temática do repertório do novo disco de Regina Machado, que está lançando o terceiro CD “Agora o Céu Vai Ficando Claro”.  O show de lançamento do CD será dia 05 de setembro na Casa de Francisca. “O álbum tem basicamente canções inéditas de compositores mais recentes. Dessa vez, o meu foco foi sobre o trabalho de interpretação”, disse Regina que também é compositora. Para compor o material, com nove faixas, ela pediu aos amigos compositores músicas de amor. “Queria algo diferente, com lirismo mas também com leveza e suavidade.” O CD traz composições de Luiz Tatit, Chico Saraiva, Fred Martins, Dante Ozzetti, Makely Ka e Fábio Barros e outros. Violão. E, para dar justamente essa leveza às canções, a artista optou em compor todo o repertório com um duo de violões — executados (com maestria) por Ítalo Peron e Norberto Vinhas. “A ideia é passar a transparência e deixar a voz em evidência”, contou. Regina sempre teve em seus trabalhos o foco no violão. “Faz parte da minha história.” A parceria com os dois violonistas, que a acompanham no show de hoje, é de longa data. “São dois grandes músicos. Trabalhamos há alguns anos. Temos muita sintonia”, disse. Trajetória. Regina tem dois discos lançados, “Sobre a Paixão” (2000) e “Pulsar” (2004), sendo que com este último inaugurou, em parceria com a artista plástica Silvia Ferreira, do selo Canto Discos. Faz doutorado no Departamento de Semiótica e Linguística da USP, sob orientação do professor e compositor Luiz Tatit. Atua desde 2002 como docente de canto popular e história do canto na MPB, na Unicamp. Inaugurou em 1997 a escola Canto do Brasil, voltada para o ensino do canto popular baseado na sonoridade da voz na canção brasileira. Também arranjador e compositor, o paulistano Ítalo Perón atua desde 1980 em trabalhos próprios. Em 2002, fez a direção, produção musical e arranjos da caixa com quatro CDs “Acerto de Contas” (Biscoito Fino) de Paulo Vanzolini. Esse projeto contou com participação de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Márcia e Miúcha. Norberto Vinhas trabalha como músico, professor e produtor musical. Tem trabalhado com Luiz Melodia, Zeca Baleiro, Miriam Maria, Moisés Santana e Fernanda Guimarães. SERVIÇO: Regina Machado no show ‘Agora o Céu vai ficando Claro’ – Participação especial – Fábio Barros – 05/09 – domingo – 21h – R$ 26,00 – Casa de Francisca (Rua José Maria Lisboa, 190, t. 3052 0547) – reservas somente pelo site: www.casadefrancisca.art.br Capacidade: 44 lugares; Censura: livre; Sem acesso universal.

Anne Lieri na Bienal do Livro

Não há definição melhor: “SOU UMA MULHER COM CORAÇÃO DE MENINA! NESTE BLOG COLOCO MEUS ÓCULOS COR DE ROSA E TUDO VIRA POESIA! ENTRE E SONHE COMIGO! SOU ANNE LIERI.” http://annelieri.blogspot.com Anne Lieri é paulistana do bairro de Santo Amaro, nascida em 1958. Criança sapeca e sonhadora, desde pequena inventa histórias. Seu livro “Lenita, a menina voadora” nasceu de sua imaginação de menina aos nove anos, quando se balançando em uma árvore da casa dos avós criou em sua mente todo o conto. Sem a facilidade dos recursos de hoje, escreveu tudo em papel de pão e seus pais, sempre incentivadores de seu talento, transcreveram  em uma velha máquina de escrever. Já adulta, seguiu a vocação de professora de educação infantil, outra grande paixão de sua vida. Lecionou por trinta anos na rede particular, estadual e municipal efetivando-se em 1974. Suas aulas traduziam seu amor á poesia, sendo contadora de histórias carregadas de magia, incentivando seus alunos a ler cada vez mais. Em 2008 entrou para o “Recanto das Letras”, site de poesias e contos onde se destacou pelos textos infantis. Publicou o livro “Textos Seletos” da editora Mar de Idéias, uma coletânea de poesias e contos dos escritores do Recanto, com o conto infantil “A busca de Talita”.. Em seguida, em 2008 uniu-se ao ilustrador Carlos Alberto Klenquen e publicou “Lenita, a menina voadora”, uma história repleta de esperança. Em 2010 publicou a obra “ Lenita,a menina voadora” em edição para colorir. Atualmente Anne Lieri realiza eventos em escolas onde leva seu teatro de bonecos encantando as crianças e adultos! Escreve no site http://www.annelieri.recantodasletras.com.br e em seu blog: http://annelieri.blogspot.com Realiza diversas apresentações em escolas com seu teatro de fantoches,muito apreciado pelas crianças e adultos. Anne Lieri acredita que o país precisa incentivar a leitura  e procura levar para todos os cantos sua magia! “Todas as crianças gostam de ler, basta dar-lhes oportunidade de conhecer esse prazer”.Suas histórias diferenciam-se por resgatar o encantamento das fantasias de criança! Na verdade de seus textos, está sua grande força literária, pois retrata o mundo infantil com a visão e o desejo da criança. Participou da Bienal do livro em São Paulo 2010,com muito sucesso. No final desse ano sairá seu primeiro romance para adultos “Mar de Paixões” pela Editora Protexto. Anne Lieri externou toda sua emoção em seu blog sobre sua participação, mais que merecida na Bienal do Livro: “Estive ontem na Bienal do livro em Sampa. Foi emocionante! Estar numa Bienal, como escritora, foi um sonho transformado em  realidade! Senti uma imensa vontade de chorar quando estava fazendo o teatrinho  no final,onde a Lenita voa e, por trás das cortinas, pude ver o pessoal curtindo! Pensei: “Sou eu que estou aqui. A menina que cresceu e que sonhava ser escritora!” Não sou nenhuma escritora de renome,escrevo medianamente,mas faço com amor! Bom, eu confesso que chorei mesmo!…rsss…Uma bobeira, mas quem se segura? Respirei fundo pra não dar vexame. A mulher falou pra menina segurar o choro e deu tudo certo! Essa semana, recebi a notícia que um dos meus contos infantis do concurso “Valeu, professor!” foi escolhido para publicação de um livro coletivo com mais cinqüenta autores. Isso mexeu muito comigo também! Para alguns pode ser pouco,mas para essa professora aqui,é demais! E então estava na Bienal ao lado do querido Monteiro Lobato,com uma menina que voa! Meu marido foi comigo e cuidou do som, das fotos, da divulgação, de mim, de tudo! Ele é o ilustrador do livro e também meu maior apoio, maior incentivador! “ Anne, obrigado por manter esse coração de menina, e de junto com as crianças, transpor o imaginário através da literatura e do incentivo à mesma.

Imagens do Programa Fábrica do Som - TV Cultura anos 80

Por que a arte e a cultura não dão audiência?   “O Brasil virou um país cuja elite é ignara. A nossa classe A econômica é a nossa classe Y cultural” escreveu Eugênio Bucci, crítico de televisão e secretário da Editora Abril ( Jornal do Brasil, 28/06/01) No seu artigo, em que faz uma severa crítica aos executivos da nossa televisão; denuncia a estreita visão cultural desses empresários da mídia mas suas amplas mas ignóbeis lógicas de mercado. Bucci responsabiliza-os pela baixaria que invadiu as telas domésticas numa guerra sem fim pela audiência. A competição em vez de diferenciar as emissoras, igualou-as pelo que elas têm de pior. Tudo isso, em nome do dinheiro imediato . E o mais grave é saber que a ampla audiência requerida por todos os canais privilegia o bizarro, o pornográfico. Segundo o crítico, “a baixaria impera não porque seja o único jeito de atrair o grande público, mas por ser o jeito mais barato”. E, ainda dizem que ela atrai somente as classes mais pobres, o que é mentira ! “Como a pornografia – diz ele – ela junta curiosos de todo tipo , sempre de passagem. Baixos instintos não têm classe social nem compromisso duradouro”, rebate furioso. É tão comum a gente ouvir um amigo ou outro comentando os detalhes de certas cenas picantes que viram na TV. Comprovam o niilismo segundo Nietzsche para quem o vazio era, sobretudo derivado do excesso de imagens que não deixava ver o que estava a acontecer realmente. Como é que outros comuns como eu agem no seu quotidiano e resolvem os seus dilemas relacionais e sentimentais? Os indivíduos espectadores satisfazem essas necessidades através da televisão porque a emissão televisiva passou a ser o principal manipulador e estruturador das identidades modernas. Na ganância pelo lucro imediato, a televisão está perdendo terreno e deixa de representar a identidade do brasileiro, como muito bem definiu o estudioso francês Dominique Wolton, na sua análise sobre a nossa TV ( em Elogio do Grande Público -ed. Ática) Os efeitos colaterais da vulgaridade destroem a credibilidade que tem a televisão brasileira no resto do mundo onde até há algum tempo , era apontada como um poderoso fator de identidade cultural e integração nacional . Famosa por suas telenovelas (produto de exportação para mais de 120 países) a televisão brasileira, capaz de produzir muito bem cuidadosas minisséries, mas a grande midia continua investindo no apelativo e no sensacionalismo. Por que é mais fácil? Tem retorno de audiência/publicidade garantidas? Formatos de programas como “Jovem, Urgente!”, TV Mix, Fábrica do Som, foram esquecidos; preferem formatos que tratam o jovem como um verdadeiro idiota! Será que o jovem vive numa propaganda de refrigerante, ou a realidade do jovem é o que foi retratada na novela “Os Adolescentes” do início da década de 80? Em que grande mídia o jovem pode debater, e falar sem censura de seus anseios, seus problemas? Qual grande mídia abre suas câmeras para Festivais Universitários? Qual grande mídia dá espaço para artistas sérios, sem que sejam bandas teens pré-fabricadas? Aqueles que estejam lendo este texto, que não façam o pré-julgamento de um saudosismo, mas que entendam que bons formatos de programas na TV devem ser estudados, e reeditados, que a arte e a cultura, colunas que devem ser sólidas em qualquer sociedade, tenham espaço na grande mídia, muito mais que o sensacionalismo barato que nos empurram pela goela.

Um grande elenco encena a COMÉDIA “Ponto Com”, da jornalista e  Escritora Luciene Balbino. Estréia no dia 26 de agosto, no Teatro Juca Chaves  com direção assinada por Alzira Andrade, do Grupo Teatrês, do qual  também fazem parte a atriz Denise Del Vecchio e o dramaturgo, músico e ator Mauro Henrique Toledo. O espetáculo tem a gestão da Gaia Brasil Eventos  Culturais. Cada vez mais as pessoas estão distantes umas das outras. Estamos  vivendo  num mundo cibernético, onde a mesma linguagem, antes somente  empregada nos computadores, hoje em dia se faz presente nos diálogos cotidianos. A internet, de uma forma ou de outra, incentiva, nutre e nos conduz a  certo tipo de isolamento e torna cada vez mais raro aquele famoso olho no  olho. O computador ocupa aquele espaço silencioso dentro de nossas casas.  Ele fica ali, quieto, quase sorrindo e dizendo: “Vai, entra!”. E numa fração  de segundos lá estamos nós nos deleitando e nos iludindo através  daquele monte de fios, chips, processadores. Nesse mundo Helena procura um amor. Incentivada pela amiga ela entra  num site de relacionamento e entre encontros e desencontros, mergulha numa auto-análise. Tenta descobrir as respostas das questões que a  impedem de ser feliz e de se sentir plena, de encontrar e viver um verdadeiro e  grande amor Essa é a eterna busca de Helena, a personagem central dessa  deliciosa comédia. Mas como conseguir isso nesse mundo tecnológico, onde tudo é informal, confuso e cheio de armadilhas? Como sobreviver às mentiras, em situações hilárias ou trágicas, quando o que se busca é algo que  possa ser simplesmente verdadeiro?  “Ponto Com” é uma peça que nos recruta a  obter respostas: Esse tal de “parceiro ideal” realmente existe? Será que  ele é mesmo a peça fundamental para sermos felizes? A evolução tecnológica representa realmente a evolução humana? E que evolução é essa? A partir dessa angústia surge  a história de “Ponto Com”. Na  internet, podemos fingir e brincar de ser Deus. Podemos nos inventar,  reinventar e até mesmo nos transformarmos em pessoas ideais, aquelas que, talvez,  gostaríamos de ser. Mas o que buscamos de verdade? Mas quem somos nós? Sabemos?  Não? Então como idealizarmos algo, se não temos idéia do que somos? Como navegarmos por mares desconhecidos, como descobrirmos novos  horizontes, se ainda não nos descobrimos? Como conhecer algo, se ainda não nos  conhecemos? São tantas perguntas! Mas mesmo assim vamos vivendo, deixando a maré  nos levar. Mas pra onde? Talvez o ideal seja pegarmos os remos e irmos  para onde ou para os braços de quem quisermos, apenas com o mar da vida de  inspiração e apenas com algo muito verdadeiro que todos temos dentro de nós: A  INTUIÇÃO Ponto com Ficha Técnica. Direção artística: Alzira Andrade. Direção de produção – Gaia Brasil. Produção executiva – Rose Meusburger. Texto: Luciene Balbino Trilha Sonora: Mauai. Elenco: Ynês Muniz; Gustavo Yamazaki; Lucianna Menezes; Luma Oquendo. Cenotécnico: Mateus Fiorentino Nanci. Operador de Luz – Fábio. Operador de Som – Fernando Azevedo. Fotos: Mauro Yoshiaki. Serviço: Teatro Juca Chaves – Rua João Cachoeira, 899, Itaim Bibi – São Paulo/SP (Dentro do Hipermercado EXTRA ITAIM) – Tel.: (11) 3073-0044, Estacionamento Gratuito – www.teatrojucachaves.com.br Temporada: Estréia: 26 de agosto a 22 de outubro. Quintas e sextas-feiras, 21h30.. Ingresso:R$ 40,00 (inteira) – R$ 20,00 (meia) Também são vendidos: www.ingresso.com, ou pelo Fone: 40032330. Gênero: Comédia. Recomendação: 14 anos. Duração: 90 minutos. Lotação: 350 lugares

Com novos show e banda, Edgard Scandurra lança o primeiro DVD da carreira solo Edgard Scandurra está novamente nas ruas. Sim, nas ruas, onde, como já afirmou em canção presente no clássico Vivendo e não aprendendo, lançado pelo Ira! em 1986, se sente bem. Percorre os palcos do Brasil com seu mais recente show: uma combinação irresistível de peças extraídas do repertório dos álbuns solo Amigos invisíveis (1989), Dream pop (2003) e Amor incondicional (2006); composições conhecidas e obscuras do Ira! e produções inéditas.  E por falar em Amigos invisíveis, vale lembrar que trata-se de um álbum gravado exclusivamente pelo músico paulistano da classe de 1962. “Passei um mês no estúdio gravando tudo sozinho. Toquei até instrumentos que eu não sabia. Violino e piano, por exemplo”, diz Scandurra, que enumera a estética mod, a fiel tradução de seus anseios artísticos no final da década de 1980 e a sinceridade algo juvenil como principais características daquele conjunto de 12 composições. Algo que lhe é muito caro.  Tanto que em 2009, o músico revisitou o trabalho e produziu o DVD Amigos invisíveis, 20 anos. Gravado no Teatro Fecap, em São Paulo, o registro audiovisual deve ser lançado em 2010 e contou com uma série de participações especiais.  Nele, é possível ver Fernanda Takai, do Pato Fu, cantando “Tolices”; Guilherme Arantes  em cena com  “Meu mundo e nada mais”; Jorge Du Peixe,  da Nação Zumbi, interpretando “Você não sabe quem eu sou” e  Bárbara Eugênia ronronando “Culto de amor”.  Isso sem contar a versão para “Our love was”, de Pete Townshend, do The Who,  na voz da holandesa Charlie Crooijman e “Abraços e brigas”, em dueto com Zélia Duncan. Os músicos Dustan Gallas (teclado), Felipe Maia (bateria) e – o bebê eternizado na contracapa de Amigos invisíveis – Daniel Scandurra (baixo) integram a banda que acompanha Scandurra nessa nova  fase. “São ótimos músicos de uma nova geração que invadiu o underground paulistano”, diz ele sobre os companheiros, lembrando ainda que,  em determinadas ocasiões, as cantoras Juliana R. e Marisa Brito assumem os backing vocals das apresentações. Por Rodrigo Carneiro SERVIÇO: Edgard Scandurra no Comitê – LOCAL: COMITÊ CLUB / www.comiteclub.com.br – Rua Augusta 609. Bela Vista / CEP 02541-852 / São Paulo / SP. Tel. (11) 3237. 3068. Capacidade: 700 pessoas. DATA: 26 de agosto de 2010. HORARIO: Abertura da casa às 22h / Início do show às 0h Fechamento da cozinha: 03h.  INGRESSOS: R$ 30,00Ingresso Rápido:  4003.1212 ou www.ingressorapido.com.br. E a venda no Comitê. Aceita os cartões Master / Diners / Visa / Visa Electron / Amex / Redeshop Aceita cheque. CENSURA: 18 anos – AR CONDICIONADO. ACESSO PARA DEFICIENTES. ESTACIONAMENTO: Não possui convenio com estacionamentos.