Arquivo de setembro, 2010

O fascínio pela cultura pop produzida nos anos 80 vem ganhando cada vez mais corpo neste início de século 21. Na verdade, nem se trata de uma novidade. O Brasil sempre viveu inebriado pela nostalgia de décadas passadas. Na década de 80, era comum a retrospectiva dos anos 50 e, principalmente, 60. Hoje, a situação é diferente. Os anos 80 são objeto de diversos tributos prestados nos mais variados meios. Havia uma geração, vinda das décadas anteriores, que atuava nos anos 80. Ela pegava muito no pé da cultura jovem produzida neste período. Diziam que se tratava de uma arte alienada, que era tudo uma festa, coisa de verão. Por outro lado, teve uma geração formada nos anos 80 que hoje está na casa dos 30 anos. Essa geração já tem as condições, os meios e o distanciamento necessário temporal para mostar o quanto tudo aquilo foi importante para o que veio depois, para a cultura brasileira como um todo. Esse revival é explicado pela visão dessas duas gerações. Foi a época em que os jornais começaram a dar espaço à cultura. O Estadão tinha duas páginas de cultura no primeiro caderno, meio perdidas, junto com o esporte. Em 1986, o jornal lançou o Caderno 2. A Ilustrada mudou de cara nos anos 80 com a entrada do Matinas Suzuki Jr., o Pepe Escobar. O Caderno B, do JB, e o Segundo Caderno, do Globo, também mudam nesta época. O Globo lançou o Rio Fanzine. Foi uma época muito importante para a consolidação dos cadernos de cultura nos jornais. Eram tocados por jornalistas jovens e eles retrataram essa cultura jovem. Outra iniciativa pouco lembrada é a do Maurício Kubrusly, com a revista Somtrês, que foi desbravadora e veio a dar na Bizz. É uma época também em que surgiu a polêmica dos críticos-músicos, que tinham bandas ou projetos musicais, como Alex Antunes e Thomas Pappon, da redação da Bizz. Só lembramos deles, mas deixamos de lado que Paulo Ricardo escrevia como jornalista. Lulu Santos escreveu para a Somtrês. O Julio Barroso colaborou com a Veja. O Arnaldo Antunes adorava escrever naquela época, sempre colaborava com jornais. Nós esquecemos que esses grandes nomes da música também atuaram como jornalistas.

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Durante muito tempo o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão, e o Dia do Radialista foram comemorados juntamente, em 21 de Setembro que é também o Dia da Árvore. A celebração teve início em 1945, quando um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas fixou os níveis mínimos de salário dos trabalhadores em empresas de radiodifusão. Nos anos 80, por ocasião do IV Congresso Brasileiro de Radiodifusão, realizado na Bahia, os proprietários de Emissoras decidiram estabelecer uma data para comemorar em separado O Dia da Radiodifusão. Escolheram 25 de Setembro, pois nesse dia nasceu Roquette-Pinto.  Edgard Roquette-Pinto, médico, antropólogo e professor, nascido em 1.884, fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1.923.  Dessa forma, passamos a comemorar em 21 de Setembro o Dia do Radialista e em 25 desse mês o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão. Mais recentemente, em decreto assinado pelo Presidente Lula, foi instituído no calendário de efemérides nacionais o Dia do Radialista a ser comemorado em 7 de Novembro, data de nascimento do compositor, músico e radialista Ary Barroso. Costumes não se criam por decreto e em razão disso continuo recebendo e enviando cumprimentos na data original da qual todos os radialistas gostam: 21 de Setembro. Na verdade, a Radiodifusão é de importância imensurável. E o homem de Rádio que leva a sério a sua profissão, que nela crê e a ela se dedica, presta um serviço de inestimável valor à coletividade e faz jus a essas comemorações. Seja na informação precisa e imediata, seja no aviso de utilidade pública, seja no lazer proporcionado pelos programas que divertem e deleitam, seja na orientação dada, na cultura difundida, na transmissão dos eventos esportivos, seja nas mensagens de paz e amor e fraternidade, o profissional de Rádio presta um grande serviço à nação. E não são apenas os locutores, os comentaristas, os noticiaristas, os repórteres, aqueles apresentadores que vocês ouvem, que desempenham papel importante na Radiodifusão. Há todo um exército de pessoas cujos nomes vocês nem conhecem, cuja voz vocês nunca escutam e que estão dia e noite, domingos e feriados, trabalhando para que a Emissora possa fazer suas transmissões. São os proprietários e diretores das empresas de radiodifusão, os técnicos, os operadores, o pessoal da área artística, os redatores e produtores, os integrantes do setor comercial e da administração, muita gente mais, compondo uma colmeia que não pára, que trabalha, produz e realiza, fazendo-se merecedora de admiração e respeito. No dia 21 saudamos os radialistas. No dia 25 homenageamos os radiodifusores, os proprietários de Emissoras. É muito grande a sua luta, são enormes os investimentos necessários, não é fácil a seleção de profissionais, são preocupantes as despesas enormes que se repetem todos os meses. Com tantos compromissos, não foram poucos os que desistiram  no meio da jornada. Recebam nosso abraço, heróicos radialistas e radiodifusores. Recebam a nossa homenagem e os nossos votos de sucesso.

A banda Apokalypsis, comandada pelo músico Zé Brasil, fará seu show dia 21 de setembro no mais novo espaço para a boa música o Bagaça! Botequim & Petiscaria.  O Bagaça chega com a pretensão de ser um misto entre o antigo Villaggio Café, o Valadares e o Bar do Luiz. A SAGA DE ZÉ BRASIL E SILVIA HELENA –  ESCRITO POR ZÉ BRASIL:  Zé Brasil é um brasileiro paulistano de 56 anos, com pais aparecidenses do Vale do Paraíba, estado de São Paulo. Família de classe média, quatro irmãos homens, vive a infância e adolescência no bairro de Cerqueira Cezar em São Paulo, Capital. Cursa o primário e o ginásio em colégio de freiras americanas. É arquiteto formado, descendente de músicos e políticos: avôs mineiro e paulista, bisavó bugre casada com português. Músico desde criança, começa com a professora de piano aos 7, violão aos 12, bateria aos 15, história da música com Valter Lourenção no MASP aos 18, viola caipira aos 22, também com 22 violão clássico com Henrique Pinto e música na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, piano com Ricardo Breim e música com Lea Freire no CLAM aos 25, composição e regência na FIAM aos 27, arranjo aos 31 com Nelson Ayres, e continua, graças a Deus, aprendendo, cantando, tocando e compondo até hoje. Aos 15 anos reúne-se com seus amigos em conjuntos de bossa nova, rock e jazz. Toca bateria nas festinhas e casas de colegas de escola, como a do cineasta Ricardo Lua, e em alguns eventos amadores. Em 1968 Zé Brasil, já na Faculdade de Arquitetura Mackenzie, participa do “Movimento Estudantil” contra a ditadura. Conhece e se torna amigo dos “Tropicalistas”, principalmente de Waly Salomão, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Através do pintor Antonio Peticov conhece o roqueiro Nico Pereira de Queiroz que tem muitos discos importados de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Grateful Dead, Jefferson Airplane, etc. Com Toninho, como Peticov era tratado pelos amigos, vai à noite mostrar os discos do Nico para os “Tropicalistas” no apartamento de Caetano na Avenida São Luiz onde há um ótimo equipamento de som. Também quase todas as madrugadas o grupo se reúne no apartamento de “Bocha”, no bairro de Higienópolis, uma senhora uruguaia que recebe todos muito bem e os apresenta para pessoas como o jornalista José Simão e o cineasta Walter Hugo Khoury. Peticov e Zé Brasil, na casa deste na Rua Padre João Manuel, criam e produzem as faixas de pano para os Festivais do Teatro Paramount com a aprovação dos baianos Gil, Caetano e Gal. Essas faixas são empunhadas na platéia com frases como “Abaixo o Poder Velho, viva o Poder Jovem”. Naquela atmosfera mágica dos grandes “Festivais dos Anos Sessenta” Zé Brasil torce e vibra muito pelas músicas dos “Tropicalistas” como Tom Zé: “São, São Paulo” vence. Freqüenta os ensaios e os programas “Divino Maravilhoso” na TV Tupi e conhece os Mutantes. Chega ao apartamento de Caetano pouco tempo depois da prisão do poeta baiano. Está presente, chorando e consolando as famílias dos dois amigos, na emocionante despedida de Gil e Caetano no Teatro Castro Alves em Salvador, Bahia, em 1969. Sua vida, daí para frente, nunca mais vai ser a mesma. No auge da psicodelia dos “hippies” acontecem saraus musicais na casa do baixista Tany Gubernikoff, amigo de Peticov, e Zé Brasil conhece e toca com Marcelo Aranha e Lanny Gordin. Com o Grupo Brasil, formado por músicos e músicas, ensaia e grava na sala de visita da casa da Rua Padre João Manuel e chega a se apresentar no Colégio Equipe e no Teatro Oficina. Zé Brasil inicia sua carreira de músico profissional em 1972 cantando e tocando bateria, como Zé da Batera, no grupo Tigres da Noite na “Última Peça” de Zé Vicente no Teatro Vereda em São Paulo, com Ricardo Petraglia, Ezequiel Neves, Clóvis Bueno, Cláudio e Sérgio Mamberti. Ainda em 1972 participa como baterista da peça “Fernando Pessoa” no Teatro Ruth Escobar com Jamil Maluf, Murilo Alvarenga, Edú Viola, Goulart de Andrade, Jandira Martini, João José Pompeu e Ariclê Peres dirigidos por Silnei Siqueira. Participa dos programas de TV “Encontro” na TV Cultura com Nídia Lícia, “Hebe” com Hebe Camargo na TV Record e “Clube dos Artistas” com Airton e Lolita Rodrigues na TV Tupi. Estréia como Zé Brasil no Teatro Brasileiro de Comédia apresentando-se no show “A Pesada do Rock” produzido pelo guitarrista argentino Cacho Valdez (Beat Boys). Seu conjunto, o Grupo Brasil, conta com os músicos Luiz Chagas (Itamar Assumpção), Prandini (Guilherme Arantes), Iphe (Amelinha) e Dado. Nesse mesmo ano participa como baterista de um trio elétrico pioneiro que percorre algumas das principais avenidas de São Paulo por ocasião da mudança da Escola Politécnica da USP, da sua antiga sede na Avenida Tiradentes, para a Cidade Universitária no Butantã. Os outros participantes são Tadeu Passarelli (Raíces de América), Max Resende e Edú Viola. Em 1973 participa do “Festival de São Lourenço” (São Lourenço, MG), toca e faz amizade com Arnaldo Baptista. Vai para os EUA. Viaja 5.000 milhas de carona de carro, caminhão e até avião. Vai de Miami até Nova Iorque e depois, “coast to coast“, até São Francisco. Viaja como Bob Dylan, “on the road”, com a viola caipira debaixo do braço. Canta e toca nas ruas, bares, “coffee-houses” e “night-clubs” de São Francisco. Vive de música. Quando volta ao Brasil, ainda em 73, funda a Space Patrol com Arnaldo Baptista, que tinha acabado de deixar os Mutantes. O nome é sugerido por Alan Kraus, técnico de som, inclusive do “Festival de Woodstock” segundo o Arnaldo, e que começa como guitarrista da banda. Em shows no Parque do Ibirapuera, São Paulo, já com Marcelo Aranha na guitarra, a Space Patrol apresenta pela primeira vez o repertório do LP “Arnaldo Loki? Baptista” gravado em 1974 por Arnaldo, Dinho e Liminha, com a participação de Rita Lee e os arranjos de Rogério Duprat. O show de Aniversário da Cidade de São Paulo no Parque do Ibirapuera em 1974, promovido e apresentado pelo Magnólio, apresenta a melhor performance da Space Patrol com Zé Brasil abrindo o “set” cantando e tocando suas músicas com a viola caipira. Na seqüência, o trio Arnaldo, Marcelo e Zé tocam para mais de 25.000 pessoas, segundo a imprensa, que provocam até um congestionamento de trânsito em volta do emblemático monumento das Bandeiras no entorno do parque. Arnaldo toca órgão, sintetizador, clavinet, faz o baixo na pedaleira, assume o contrabaixo em algumas músicas transformando a Space Patrol em power-trio com a guitarra de Marcelo Aranha e a bateria do Zé Brasil. Os ensaios na Serra da Cantareira acontecem, praticamente, todos os dias. Todos colaboram nos arranjos. A inspiração e o sentimento do Arnaldo sempre trazem novas músicas para a banda. As casas do Arnaldo, do Sérgio e do irmão mais velho Cláudio Cézar (“luthier” dos instrumentos e criador do equipamento dos Mutantes) ficam próximas, no mesmo terreno. Os Mutantes, com Sérgio Dias e Liminha, e o Tutti-Frutti com Rita Lee também ensaiam na Serra. “Jam sessions” acontecem com os músicos da Space Patrol, Mutantes e Tutti-Frutti. Zé Brasil tem a oportunidade de fazer amizade e tocar com Liminha e Lee Marcuci. Com Sérgio Dias, na casa dele, chega a improvisar na viola caipira enquanto o Mutante dedilha sua cítara indiana. Além das duas apresentações da Space Patrol no Parque do Ibirapuera, acontece a última tentativa frustrada na cidade mineira de São Lourenço. É uma espécie de “farewell show” que não se concretiza. Mas nem por isso deixa de ser um evento bem no estilo do Arnaldo Baptista. Naqueles dias Zé Brasil sobe e desce a Serra da Cantareira quase todos os dias com uma Variant azul. É com ela que, numa noite de 1974, com os instrumentos e os músicos, a Space Patrol sai para tocar no “Festival da Saúde Perfeita em São Lourenço” cidade em que, um ano antes, Zé Brasil encontra e faz amizade com Arnaldo Baptista. Coisas do destino: é lá também que Lucinha Barbosa o encontra pela primeira vez no Festival de 1973. As curvas da Cantareira não são como as da Estrada de Santos e Zé Brasil bate antes de chegar ao pé da Serra. A viatura tem que ser trocada. A Variant fica na oficina e a trinca vai com o “Fusquinha” amarelo do Marcelo Aranha que tem, como ele lembra quando reencontra Zé Brasil em 2005, um adesivo escrito “Have a nice day”. Tudo muito bom, tudo muito bem como canta o Evandro Mesquita, até que recebem um sinal para parar num posto da Polícia Federal, na Dutra. O “pacotão” está aberto, sendo mais do que utilizado, e a paranóia dos anos setenta se instaura. Zé Brasil não pára, acelera o que pode naquela “máquina quente” e vai pela Estrada Velha até a Estrada de São Lourenço, numa escapada digna de um “road movie” tupiniquim. Antes disso o astral da viagem é tão bom que Zé Brasil compõe o “Rock de Taubaté” como homenagem ao Vale do Paraíba, Sagrada Terra da Senhora Aparecida e torrão natal dos pais dele, enquanto o Marcelo e o Arnaldo pesquisam os efeitos de duas atividades aparentemente estanques: respiração com auxílio de vegetal e viagem em veículo movido a combustível fóssil. O único que consegue se apresentar no Festival é Zé Brasil, num singelo show acústico com a viola, no Parque das Águas. Arnaldo & Space Patrol, que estão previstos para se apresentar junto com Mutantes e Rita Lee (?) no Ginásio Municipal, frustram o público por um motivo que até hoje não está bem esclarecido. Coisas de um tempo bom e louco que deixa saudades e não volta mais. Zé Brasil também participa de “jam sessions” nas “Sessões Malditas” de sexta-feira no Teatro Oficina, São Paulo, tocando com músicos como Sérgio Dias e Liminha dos Mutantes e Sérgio Kaffa (Scaladácida). Em meados de 74 Zé Brasil deixa a Space Patrol e cria o Apokalypsis, com Prandini (guitarra, viola caipira, sax e flauta), Tuca Camargo (piano) e Edú Parada (baixo). São contratados por Fernando Tibiriçá, da produtora “Trinka Produções Brasileiras”, e depois por Gabriel Neto ex-empresário do Terço. O conjunto é considerado uma das revelações do Rock Brasileiro nos anos setenta e atualmente está lançando o CD “1975” pelo selo “Natural Records” com um show gravado ao vivo por Pena Schmidt no Teatro Bandeirantes em 11 de outubro de 1975. O tecladista Rafael Blóes substitui Tuca Camargo (Som Nosso de Cada Dia) no início daquele ano. Zé Brasil e o Apokalypsis participam dos acontecimentos emblemáticos da época: shows em São Paulo no Parque do Ibirapuera, na Tenda do Calvário, no TUCA, no Teatro Aquarius, no Teatro da FGV, no Teatro Bandeirantes, no “Festival Banana Progressiva”, no Opus 2004, no “Festival de Águas Claras” (Iacanga, SP), no “Rock da Garoa” do Maracananzinho (Rio de Janeiro, RJ), programa “Kaleidoscópio” na Rádio América com Jaques Gersgorin, programa “Aleluia” na TV Tupi com Fábio Júnior e Silvio Brito, “Revista Pop” da Editora Abril, etc. Na noite de 17 de novembro de 1975 Zé Brasil conhece a cantora Silvia Helena, filha de gaúchos descendentes de alemães e portugueses, nos camarins depois do show “Refazenda” de Gilberto Gil no Teatro Aquarius . Em 1976 lançam um compacto como Maytrea & Silvelena pelo selo “Atmosfera” de Malcom Forest distribuído pela “CBS”, gravado no Estúdio Sonima com Paulo Machado (arranjos e teclados), Gerson Frutuoso (baixo), Egídio Conde (guitarra) e Zé Brasil (bateria). O disco é lançado no show “‘Metamúsica” no Teatro Anchieta com participação de Chico Bezerra (poeta, cantor e compositor) e Edú Viola (cantor, compositor, violeiro e liutáio). Também como baterista Zé Brasil grava no “Estúdio Prova” o compacto “Treb Remmedy and the Candidates” dos cantores Treb Remmedy e Paul Leanne para ser lançado nos EUA e Canadá, com Steve Yolen (banjo e folk-guitar), José Pestana (flauta), Rodolfo Grani (baixo), Hareton Salvanini (teclados) e Carlão (violão de doze cordas). Em 1977 Zé Brasil e Silvia Helena recriam o Apokalypsis e se casam. Apresentam-se em teatros de São Paulo com o tecladista William “Billy” Forghieri (Blitz), os guitarristas Índio, depois Roberto Fernandes (Voga) e o baixista Osmar Murad (Sunday). Gravam a música “Forró Danado”, de Zé Brasil, no Estúdio Eldorado em 1978 como faixa do LP “Billy Bond y Los Jets” lançado na Argentina. Viajam para a Inglaterra e realizam o “farewell show” do Apokalypsis, em fevereiro de 1979 no Tramshed Theatre em Woolwich, arredores de Londres, com a participação dos músicos ingleses David Bradnum (guitarra) e Paul Hirch (baixo). Zé Brasil participa como percussionista de gravações de “reggae”, “disco” e ”funk” com artistas ingleses, jamaicanos e latino americanos em estúdios londrinos como “Gooseberry” e “CBS”, entre outros. Como baterista vai à audições, através de classificados nos semanários “Melody Maker” e “New Music Express”, de grupos ingleses de “rock”, “rhythm and blues” e “punk rock” como The Slits. Também como baterista ensaia com a banda de “heavy metal” Mean Machine e faz shows com a cantora Sandra Mara, brasileira radicada na Suécia. Em 1980, como José & Silvia, gravam no Free Range Studios em Londres, o compacto duplo “Brazilian Wave” pela gravadora “Natural Records” e distribuído na Inglaterra pela “Pinnacle Records”. Um grupo de músicos de diversas nacionalidades participam das gravações: os brasileiros William Forghieri (teclados). Roberto Fernandes, (guitarra) e João Bosco (percussão); os ingleses Andrew Bailey (guitarra) e Julian Ladbury (baixo); o neo-zeolandês Craig Price (baixo) e o indiano Robin Jones (percussão). “Brazilian Wave” foi co-produzido pelo empresário carioca sediado em Londres Clodomir de Castro. O disco é lançado na França em 1980 e na Espanha e Inglaterra em 1981. Zé Brasil e Silvia Helena realizam diversos shows em night-clubs, café-theatres, caves, boates, restaurantes, clubes, bares e teatros de Londres, Reading, Woolwich, Paris, Toulouse, Cannes e Barcelona. Destaque para os shows no Lyceum, Cafe Royal, The Venue, entrevistas para a Rede Globo com Bob Feith e BBC Radio com Ana Maria Cavalcante (Londres), shows no Via Brasil, Le Chevalier du Temple e Le Discophage (Paris), La Grange aux Belles e entrevista para a Radio France Inter (Toulouse), show no Blue Moon Club e disco no MIDEM (Cannes), apresentação na Casa de Andalucia e entrevista para a Radio España (Barcelona). Em fevereiro de 1981 Zé Brasil e Silvia Helena retornam ao Brasil e lançam o disco inglês numa série de apresentações em shows, rádios e TV. Sua banda de apoio, o trio “Delinqüentes de Saturno”, conta com Edgard Scandurra (IRA), Maurício Rodrigues (Ultraje a Rigor) e Victor Leite (Muzak), entre outros músicos da nova geração que surge. Destaques para os shows no Ginásio das Faculdades Oswaldo Cruz, Carbono 14, TUCA, Hong Kong e participações em programas de rádio de São Paulo e do interior. Alexandre, o primeiro filho de Zé Brasil e Silvia Helena nasce em dezembro de 1981. A menina Andréa nasce em maio de 1983 completando a família. Também em 83 Zé Brasil e Silvia Helena fundam o UHF. A estréia é na “Fábrica do Som” com Tadeu Jungle da TV Cultura no Teatro do Sesc-Pompéia. Em 1987 a família roqueira muda para Rio Claro, São Paulo. Tocam na Capital, Interior e Litoral paulista em teatros, bares, night-clubs, ginásios, clubes e danceterias. Participam e são premiados em festivais da Capital e do Interior. A última apresentação do UHF em São Paulo é no programa “Boca Livre” com Kid Vinil, também da TV Cultura, no Teatro Franco Zampari em 1989. Ainda em 89 lançam o LP “UHF” pela gravadora “Natural Records” gravado no Estúdio Master em São Paulo. Com Zé Brasil (direção musical, composição, vocal e bateria) e Silvia Helena (vocal solo) gravam Aquiles Faneco (guitarra), Beto Viana (baixo) e Ronaldo Zimmermann (flauta doce). Participam do UHF músicos como Akira S., Tuco Marcondes (Zeca Baleiro), Kim Kehl (Made in Brazil), Rodolfo Braga (Joelho de Porco) e Hugo Hori (Funk como Le Gusta). Destaque para os shows no Radar Tan Tan, no Rose Bom Bom, no Centro Cultural São Paulo, na Choperia do Sesc-Pompéia, no programa “Realce Baby” da TV Gazeta com Mister Sam e no programa “Balancê” com Fausto Silva na Rádio Excelsior FM. Desde 1988 Zé Brasil tem sua própria produtora, a “UHF Vídeo, Áudio e Multimídia”, e produz discos, jingles, trilhas, CD-ROMs, DVDs, programas de TV, vídeos empresariais, comerciais, documentários, computação gráfica, marketing político, etc. Seu selo “Natural Records”, criado em Londres em 1980, tem no catálogo um compacto duplo, dois LPs e dois CDs. No final do ano 2000 os Zimmermann Barreto retornam à sua cidade natal. Durante a comemoração dos 450 anos de São Paulo, em 2004, a música “São Paulo, Brasil” de José & Silvia, gravada em Londres em 1979, é selecionada pelo produtor Luis Calanca da “Baratos Afins” para o CD “Sim, São Paulo” da “Unimar Music”. O CD traz também uma faixa-bônus, inédita, com a versão de “São Paulo, Brasil” em português. Isso desperta no velho roqueiro e violeiro Zé Brasil a eterna paixão pela cidade natal. Acaba de compor a “Suíte Paulistana” em 2005. Tocando viola e cantando com a Silvia Helena, grava no Pro Tools do “Estúdio GAZ” de Fábio Gasparini (Magazine). Mixa com os sabiás e bem-te-vis da década de setenta, gravados da janela de sua casa na Rua Padre João Manuel, e fica em paz com seu coração O ano de 2005 é fundamental para Zé Brasil e Silvia Helena. Os dois retomam a carreira musical estimulados pela redescoberta do seu trabalho por Amarílis Gibeli (Near Mint Records), Luis Calanca (Baratos Afins), Bento Araújo (Poeirazine) e Mário Pacheco (Do Próprio Bolso). Zé Brasil acha em meio aos seus guardados uma letra: “Cabelos Dourados”. É um presente de Arnaldo Baptista na Serra da Cantareira em São Paulo quando companheiros na Space Patrol em 1973/74. Esse fato provoca em Zé Brasil a vontade de retomar o contato e a amizade com o amigo. Envia um e-mail para ele e recebe uma resposta, rara porque Arnaldo evita a Internet, quatro dias depois. A música toma conta da vida de Zé Brasil. Conhece o maestro e produtor Fernando Bustamante que começa a gravar no seu Pro-Tools a primeira versão de “Cabelos Dourados”. O guitarrista Norba Zamboni acrescenta as guitarras, Zé Brasil reprograma a bateria, Xandy Barreto remixa tudo na ilha da “UHF Vídeo, Áudio e Multimídia” e o rock da Cantareira renasce no século XXI. Em outubro de 2005 Zé Brasil escolhe Porto Alegre para fazer o pré-lançamento de “Cabelos Dourados” e participa dos programas do Mutuca (Rádio Ipanema FM) e, com Silvia Helena, do “Radar” (TV Educativa) graças ao apoio e amizade do guitarrista/designer Rafael Cony, da banda gaúcha Só Creedence e do “Estúdio M Design”. É uma viagem que fica guardada para sempre nos corações de Zé Brasil e Silvia Helena pelo carinho que recebem dos amigos e parentes do Rio Grande do Sul. Ao voltar para São Paulo, motivado pelos apelos dos amigos e fãs do Apokalypsis, Zé Brasil realiza um velho sonho: lança o CD “1975” com a gravação ao vivo do show “Rock da Garoa” no Teatro Bandeirantes em São Paulo na noite de 11 de outubro de 1975. Silvia Helena participa como co-produtora fonográfica, Nico Queiroz em Monte Verde (Minas Gerais) escreve o texto do encarte, Rafael Cony em Porto Alegre faz o design gráfico, com fotos da época de Grace Lagoa e da revista “Pop”. O CD é masterizado digitalmente por Renato Carneiro no “Overdrive Studio”, de Xando Zupo, em São Paulo e o lançamento acontece na “Nuvem Nove Discos” na Capital paulista em 17 de dezembro de 2005. Bento Araújo, editor da revista “Poeirazine” e um dos redescobridores do Apokalypsis, escreve uma nota sobre o fato. Na Internet o site “Whiplash” publica uma matéria de Marcos Cruz sobre o Apokalypsis e os sites “Senhor F”, de Fernando Rosa, e “Ziriguidum”, de Beto Feitosa, anunciam o lançamento do “1975”. Uma resenha de Alex Antunes sai na revista “Bizz” de fevereiro de 2006. A música “Suíte Paulistana” é tocada na abertura de todos os shows do evento “Paulistanos do Brasil” com direção artística de Eliana Calheiros no teatro do “SESC Ipiranga”, São Paulo, em janeiro de 2006. O fato mais importante de 2006, até agora, acontece após o reencontro, depois de mais de vinte anos, de Zé Brasil e Silvia Helena com amigos fundamentais dos anos setenta: Jaques Gersgorin, Arnaldo Baptista e sua mulher Lucinha Barbosa. Isso, juntamente com o apoio de muitos amigos da Internet que compram o CD “1975” e se tornam fãs do Apokalypsis, propicia a volta da banda do coração de Zé Brasil. Destaque também para a entrevista de Zé Brasil no programa “Rádio Matraca” de Laert Sarrumor que, ao completar vinte e um anos na Rádio USP FM, convida Jaques do Kaleidoscópio e executa pela primeira vez a música “Liberdade” do “1975”. Os músicos que participam dessa nova fase do Apokalypsis são Xandy Barreto, filho de Zé Brasil e Silvia Helena, na bateria, Camila Antonelli na guitarra e André Mainardi no baixo. Lá nas montanhas de Monte Verde, depois de ler esta saga, Nico Queiroz escreveu: “Tanta coisa aconteceu, muita coisa acontecerá! Esta história não acaba aqui, pois a mensagem do Apokalypsis é eterna e se alimenta da energia infinita da Música e das pessoas que vivem para mantê-la viva.” São Paulo, 15 de maio de 2006 Zé Brasil. Serviço: Rock and Roll com o Apokalypsis. Bagaça! Botequim & Petiscaria, dia 21 de setembro, às 21hs. Rua Clélia 2023 (esquina com a Jeroaquara) – Lapa – pertinho do antigo Olympia. fale com a gente: bagacabotequim@gmail.com.

Fundador da lendária banda “Secos&Molhados” apresenta seu novo trabalho, com um repertório inédito e releituras de sucessos como Rosa de Hiroshima, Delírio e El Rey. Neste show, Gerson Conrad recebe convidados especiais da nova geração do rock, como Beto Bruno (Cachorro Grande), Helio Flanders e Reginaldo Lincoln (Vanguart), Joe Silvano (baixista da Pitty) e Daniel Beleza. Direto Recado, que dá nome ao show, é uma carta em forma de música feita por Gerson para seus ex-companheiros João Ricardo e Ney Matogrosso. O show abre a turnê Direto Recado, dia 23 de setembro, às 23h, no Comitê Club. Gerson Conrad, músico, compositor e intérprete, fundador da banda “Secos& Molhados”, volta à cena com o show Direto Recado, no Comitê Club (rua Augusta, 609 – tel: 3237-3068) acompanhado pela renovada Trupi e por diversos convidados especiais da nova geração do rock. O show, marcado para o dia 23 de setembro, às 23h, tem cerca de 1h15 de duração, com a apresentação de muitas músicas inéditas de Gerson Conrad, além da releitura de sucessos do compositor com a lendária banda, entre eles Rosa de Hiroshima, poema de Vinícius de Moraes, que Conrad transformou em música. Direto Recado, canção que dá nome ao show, é uma carta em forma de canção que Conrad fez para seus ex-companheiros João Ricardo e Ney Matogrosso. O show abre a turnê Direto Recado. O preço da entrada é de R$ 30,00 ou R$ 20,00 para quem estiver com o nome na lista (lista@comiteclub.com.br). No show, Gerson Conrad  apresenta seus 15 músicas, onde se destacam canções como Bons Tempos (letra de Paulinho Mendonça – letrista de Sangue Latino),  Teias (letra de Pedro Levitcht), E você? (letra de Alessandro Uccello), Saltando de Banda, Salgada Saudade, Leva  e Feito  Veneno, além da já citada Direto Recado – a maioria inédita e composta dentro de seu estilo de musicar a poesia do cotidiano. Conrad recebe convidados especiais da nova geração da cena do rock, como Beto Bruno (Cachorro Grande), Helio Flanders e Reginaldo (Vanguart), Joe Silvano (baixista da Pitty) e Daniel Beleza. Estes convidados vão se apresentar, ao lado de Conrad & Trupi, nas releituras dos sucessos dos “Secos&Molhados” , como Rosa de Hiroshima, Delírio e El Rey. Segundo Conrad, Direto Recado é uma reflexão de um ex-integrante da afamada banda, cerca de 35 anos depois do término do grupo (agosto de 74), sobre toda a sorte de especulações em torno do mito. “Estas especulações, seguidas de declarações, muitas vezes resultaram em situações conflitantes entre os ex-integrantes da banda”, afirma. E acrescenta: “não renego o passado e sou grato ao que vivi. Mas sempre digo que remoer o passado é uma forma obscura de não dar chances ao presente. E minha postura sempre foi de uma buscar a evolução natural. E caminhar para a frente!” A Banda Trupi é formada por Gerson Tatini – baixo; Aru Jr. – guitarras; Allex Bessa – teclados; Carlinhos Machado – bateria/voz e Gerson Conrad – violões/voz. Sobre Gerson Conrad & Trupi – Gerson Conrad – É um dos fundadores do mitológica grupo “Secos&Molhados” , ao lado de João Ricardo e Ney Matogrosso. Musicou o poema Rosa de Hiroshima, de Vinícius de Moraes, um dos grandes  hits do primeiro disco da banda (73) e sucesso até hoje. Para o segundo disco (74) compôs Delírio, outro sucesso do grupo. Após o término dos “Secos&Molhados”  a grupo, Gerson Conrad prosseguiu sua carreira como artista, paralelamente a sua atividade como arquiteto. Com os “Secos&Molhados”  lançou discos em 73 e 74. Com o término do grupo (agosto de 74), Conrad lançou com a atriz e cantora Zezé Motta o disco Gérson Conrad e Zezé Motta, no qual se destacaram as canções “Trem noturno” e “A dança do besouro”. Em 2002 lançou Rosto Marcado, pela Warner. Ao longo dos anos tem se apresentado com a Trupi em diversas cidades do país, com canções de rock e blues. Em setembro deste ano, junto com a renovada Trupi, lança a turnê Direto Recado. Carlinhos Machado – Baterista e percussionista, desenvolve projetos de blues e rock há vários anos. Tocou, entre outras, com a banda “Kim Kehl & Os Kurandeiros” por nove anos, com quem gravou cd em 2002 e, mesmo após a saída do grupo (em 2005), participou das gravações de “Mambo Jambo”, em 2007. Participou também da gravação de algumas faixas do cd “Introspective Research” do guitarrista Marcelo Mello. Participação, também com “Kim Kehl & Os Kurandeiros”, com a inédita “Problemas”, em 2008, da coletânea “Brazilian Blues” sob a curadoria de Cézar “Heavy” e da Brazilian Stoner Rock’n’Roll. Esteve presente em jam-sessions e festivais com músicos renomados em locais como Bourbon Street, Sanja, Jazz and Blues, Blue Note, Tom Tom Jazz, SESC Santos e em várias aberturas de shows de músicos estrangeiros. Participou, entre outros, do acústico “Brincadeira de Quintal” com Gerson Conrad e Haroldo de Oliveira, com apresentações em vários locais, como bibliotecas, praças públicas e casas de cultura.  Assim como Gerson Conrad trabalha como arquiteto, paralelamente à música. Gerson Tatini – Estudou composição e regência na Faculdade Paulista de Música. Trabalhou com Guilherme Arantes (Moto Perpétuo), Rita Lee, Secos&Molhados e, atualmente, voltou a Trupi, com Gerson Conrad. Tatini morou no Canadá por pouco mais de dois anos, onde desenvolveu importantes trabalhos com grupos de rock progressivo. É também o fundador da banda São Quixote e Yessongs. Tem um longo currículo na noite paulistana. Fez inúmeras composições para peças teatrais, documentários e filmes. Tem influências de rock progressivo e do baixista Chris Squire comquem mantém laços de amizade. Seus intrumentos: Rickenbaker Bass (5), Fender Precision Bass e Jazz Bass, Gibson Bass e Taurus Moog Pedal. Allex Bessa – tecladista de formação erudita. Toca com a Banda do Sol, conhecido grupo de rock progressivo. Músico e compositor, já tocou com O Terço, Yessongs, Tarkus e Sérgio Dias (Mutantes). Faz parte da banda da cantora Rita Lee. Apresentou-se há poucas semanas com Billy Sherwood (ex-tecladista do Yes). Aru Jr. – Músico paulista – guitarrista e violonista – estudou música na UNESP (São Paulo) e na Washburn University (EUA) nos anos 70. Estudou piano, violão, violoncelo, composição e regência. Desde os anos 80 atua na noite paulistana em casas noturnas e clubes. Participou da banda Tarkus, com a qual gravou um DVD ao vivo em um Festival de Rock Progressivo em Niterói em 2006. Fundador do grupo Yessongs, em 1991, participou da banda até 2006. Atualmente participa da Trupi, além das bandas Sun7 e Phorever – Comitê Club – rua Augusta, 609 – 11-3237-3068 (http://comiteclub.com.br) – 600 lugares. De quinta a segunda. Abertura do restaurante às 21h e fechamento às 3h. Início dos shows às 23h, com exceção dos sábados, quando os shows começam à meia-noite. O preço da entrada para o show do dia 23 de setembro é de R$ 30,00 ou R$ 20,00 para quem estiver com o nome na lista (lista@comiteclub.com.br). Cartões: Visa, Mastercard, American Express e Dinners. Estacionamento: não há estacionamento ou convênio, mas existe um estacionamento ao lado da casa; Entrada para deficientes: sim; banheiro para deficientes: sim; ar-condicionado: sim. Preço da água mineral (300ml): R$ 3,80. Cerveja: Devassa longneck – R$ 7,50.  Local especial para fumantes: sim.

Me Leva nos braços, me leva nos olhos

No dia 16 de setembro, a partir das 19h30, a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, espaço cultural do Governo de São Paulo administrado em parceria com a Poiesis – Organização Social de Cultura, abre suas portas para o lançamento do livro Me leva nos braços, me leva nos olhos, no qual a atriz Annamaria Dias relata sua experiência teatral com internos da antiga Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem), atual Fundação Casa. Annamaria Dias, atriz e diretora conhecida por peças como Trair e Coçar É Só Começar, além de 41 telenovelas, estreia agora como escritora. O livro Me leva nos braços, me leva nos olhos, publicado pela Editora Vida & Consciência, é um delicado e instigante registro textual e fotográfico da atuação de Annamaria como coordenadora de teatro em na Unidade do Tatuapé, conhecida na década de 80 por suas inúmeras rebeliões internas. Durante o coquetel de lançamento, o público poderá conhecer poesias escritas pelos menores internos e ver fotos do projeto, além, é claro, de conhecer a mulher que aceitou o convite de fazer a Febem sair das páginas policiais e ir para as páginas de cultura dos jornais. Me leva nos braços, me leva nos olhos é uma das obras que inauguram a categoria Fatos e Estudos, criada em comemoração aos 20 anos da Editora Vida & Consciência. Ela é estruturada para a divulgação de pesquisas e estudos científicos sobre o comportamento humano, além de testemunhos e vivências de transformação voltadas ao aprimoramento humano. Sobre a autora – Annamaria Dias é atriz, autora, diretora, jornalista e empresária. Iniciou sua carreira em 1965 como atriz nos programas de Lúcia Lambertini, na TV Cultura. Atuou em vinte e nove telenovelas e dezoito peças teatrais. Participou também como atriz em diversos teleteatros e programas de televisão. Foi integrante do Projeto Telescola, na TV Cultura – Ganhador do Prêmio Japão – Internacional – como o melhor programa educativo do ano (1980). A partir de 1990, passou a se dedicar à criação e produção de eventos artísticos direcionados para a área empresarial juntamente com a atriz Cléo Ventura, através de sua empresa VTeatro Produções. Em 1998 passou a se dedicar à direção de telenovelas. Foi assistente de direção e depois diretora de doze telenovelas no SBT – Sistema Brasileiro de Televisão, onde foi contratada até 2008. E durante 14 anos consecutivos participou como atriz e depois como diretora assistente, da comédia Trair e Coçar é só Começar, o sucesso de maior duração do teatro brasileiro, onde permaneceu até 2009. Escreveu várias peças teatrais e é também autora de diversos projetos para televisão. Recebeu inúmeros prêmios durante sua extensa carreira artística, com destaque para Roquete Pinto (atriz de televisão), APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes (atriz de teatro), Troféu Comunicação (atriz de teatro), Governador do Estado (atriz de teatro), Troféu Magnífico (atriz de teatro), Quality Brasil (atriz de teatro) e Anchieta (dramaturgia de teatro). Lançamento de Me leva nos braços, me leva nos olhos. Data: 16/09/2010, quinta-feira. Horário: das 19h às 22h. Local: Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 – Bela Vista. São Paulo – SP). Entrada gratuita

BAGAÇA! BOTEQUIM & PETISCARIA APORTA NAS NOITES DE SAMPA AGORA NO MÊS DESETEMBRO

Tire aquela risada do armário!! Dias 17 e 18 de setembro tem Inauguração do Bagaça! Botequim & Petiscaria. Devido ao grande número de amigos confirmados pra festa, “resolvemos estender a esbórnia pra duas noites”. Assim, quem não pode ir na sexta, vai no sábado. Tá todo mundo convidado. É nóiz! Em setembro, de carona com a primavera, aporta nas noites de Sampa, finalmente, o Bagaça! Botequim & Petiscaria.  O Bagaça chega com a pretensão de ser um misto entre o antigo Villaggio Café, o Valadares e o Bar do Luiz. Ou seja, promessa de boa música e o melhor da culinária de boteco. Um lugar legal pra se ouvir um som… tomar uma breja e saborear um bolinho de costela ou um escondidinho de carne seca. Nesta empreitada, Vlado Lima terá o auxílio luxuoso do velho e querido Barbosa, o garçom/técnico de som mais famoso da cidade. Agora sócio. Por isso, músicos, cantores, poetas, produtores, biriteiros profissas e manguaças amadores, ATENÇÃO! Espalhem a boa nova… em setembro a bagaça vai ferver. Aberta a agenda para shows e eventos no Bagaça! Botequim. Se vc quer tocar, cantar, lançar um Cd, um livro, organizar um sarau, dar uma festa ou comemorar o seu niver, fale com a gente: bagacabotequim@gmail.com. O TAH LIGADO! entrevistou essa grande figura que é o Vlado Lima. Vlado Lima é compositor, poeta e agitador cultural. Integrou o Colégio Brasileiro de Poetas de Mauá e fez parte de algumas coletâneas. Montou e liderou algumas bandas, entre elas a Amalgama, a Divina Decadência, Kanalhas Futebol Clube e os Tropeçalistas.  Tem dois livros inéditos de poesia, um deles, o Pop de Pára-choque, será editado , se não ocorrer pancadas de chuva durante o período, ainda este ano. Participa como um dos compositores mais ativos do Clube Caiubi e produz o concorrido sarau Sopa de Letrinhas.

TAHLIGADO -. Há quanto tempo abriu seu primeiro bar?

VLADO LIMA –  O Bagaça Botequim & Petiscaria inaugura dia 17 de setembro

TAHLIGADO -. Quando se associou ao Zé Luiz, dono do  Villaggio Café?

VLADO LIMA – No ano  2007

TAHLIGADO – O Villaggio lançou muita gente, hoje artistas consagrados da MPB, e sempre abriu espaço para a música autoral, aliás um dos poucos. Voce vai continuar esse trabalho?

VLADO LIMA – Sim, nossa idéia é mesclar em nossa programação trabalhos autorais com trabalhos (não autorais) voltados pra noite.

TAHLIGADO –  Voce é músico, compositor e poeta. Continua tocando? Vai finalmente editar seu livro de poesias?

VLADO LIMA – Agora, em virtude de montar o Bagaça, estou tocando muito pouco, mas aqui e acolá vou fazendo um barulhinho. Ainda este ano, quando baixar a poeira da inauguração do Bagaça, lanço meu livro de Poemas, o Pop de Para-Choque.

TAHLIGADO –  Por que vc acha que a música própria é tão rejeitada pela maioria das Casas?

VLADO LIMA –  Porque, na maioria das vezes, não dá dinheiro, e sem dinehiro nenhuma casa consegue se manter.

TAHLIGADO –  Quem for ao Bagaça Botequim pode esperar o quê?

VLADO LIMA – Uma casa alegre, colorida, com boa comida, boa música e bom atendimento.

TAHLIGADO –  A Lei anti-fumo e os bafômetros espalhados pelas ruas da cidade atrapalharam seus últimos negócios. Como driblar esses fatores?

VLADO LIMA – Sim, afetou bastante. Mas não tem como escapar, é lei, temos q cumprir, principalmente quando o assunto é cigarro, já os bafometros, cada um sabe onde o fígado aperta.

TAHLIGADO –  Quem é o público da Casa?

VLADO LIMA – Como nós só vamos inaugurar dia 17 de setembro, eu ainda não sei. Espero que seja aquele que consuma bastante.

TAHLIGADO –  Fale sobre o sarau sopa de letrinhas?

VLADO LIMA – O Sopa é um evento que acontece a quase 9 anos, sempre na última sexta-feira do mês. É uma festa bem divertida e descontraída, com muita música e poesia, e graças a Deus, sempre cheio.

TAHLIGADO –  O Barbosa é o garçon/grande técnico de som de São Paulo. Como resgatou essa figura?

VLADO LIMA – Desde que fechamos o Villaggio que eu e O Barbosa combinamos de abrir, juntos, o Bagaça. Até porque ele é uma figura muita querida no meio musical de SP

TAHLIGADO –  Quem se apresentará na Casa? Quem são as próximas atrações?

VLADO LIMA – Teremos o Sonekka, a Segunda Autoral do Clube Caiubi (todas as segundas), a Renata Pizzi, Ellio Camalle, o Sopa na última sexta e mais uma porrada de gente.

TAHLIGADO –  horário de funcionamento, endereço.

VLADO LIMA – De segunda a sábado, das 17 horas a 01 da manhã. BAGAÇA! BOTEQUIM & PETISCARIA – INAUGURAÇÃO 17 e 18 de setembro. Rua Clélia 2023 (esquina com a Jeroaquara) – Lapa – pertinho do antigo Olympia. fale com a gente: bagacabotequim@gmail.com.

A cantora Isabella Taviani faz show em Prol da Fundação Dorina Nowill a convite da cantora Mariana Platero, que abrirá a noite cantando MPB. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, há 64 anos facilita, a inclusão social  de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão, por meio de reabilitação, e produção de livros e revistas acessíveis, falado e em sistema digital que permite às pessoas com deficiência visual acesso ao mundo do conhecimento e da informação. Com a maior imprensa braille e parque gráfico da América Latina, a instituição tem capacidade para impressão de mais 45 milhões de páginas braille por ano. Esses números foram atingidos graças ao trabalho incansável de sua mentora, Dorina, cega, desde os 17 anos e que, desde então, teve como objetivo na vida proporcionar a leitura e a educação de milhares e milhares de pessoas privadas de visão. A Fundação Dorina Nowill também produz livros didáticos, literatura e best-sellers. No local também são produzidos cardápios, partituras musicais, católogos, cartões de visitas e outros materiais de prestação de Serviços às empresas e à comunidade. Entretanto, mercê da crise econômica, neste ano, a Fundação tem tido dificuldades para manter seu enorme orçamento, o que motivou-nos a produzir shows que contribuam para que continue a cumprir seu propósito. Mariana está na estrada desde os 11 anos de idade, quando começou a cantar profissionalmente com os Trovadores Urbanos Mirins.  Hoje aos 21 anos,  é uma grande colaboradora da Fundação e neste ano promove o segundo show beneficente. Mariana convida Isabella por achar o trabalho da cantora impecável e por saber que Taviani não é só ótima cantora, mas também uma pessoa excelente que quer contribuir para a arrecadação de fundos para Dorina Nowill. Isabella iniciou a sua jornada nos bares da noite carioca em 1992, o seu trabalho tem levado a cantora e compositora a conquistar seu lugar de destaque na música brasileira. Nos últimos dois anos, foram mais de 70 mil discos vendidos, vários sucessos de rádio, temas de novela e um público maior a cada dia, que vem lotando suas apresentações pelo Brasil. Em 2009, a cantora lançou o CD “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar”, o seu 4º álbum desde o primeiro em 2003. ISABELLA TAVIANI – O coração de Isabella Taviani bate mais depressa ultimamente depois do lançamento do seu último cd. É tempo de mudanças. Este “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar” apresenta a cantora com uma nova roupagem musical. Uma mudança de rumo após um longo período de maturação. O canto de Isabella está mais suave, menos dramático, ainda que mantendo uma intensidade que ela não deseja perder. Novos formatos, novos produtores. Isabella reuniu o rocker JR Tostoi com o emepebista Rodrigo Campello e o equilíbrio entre os dois aspectos fez muito bem ao disco, traduzindo o que a cantora e compositora pensou para esta virada. O álbum traz Isabella cantando com fundo de guitarras e ruídos eletrônicos, traz uma voz em timbres médios e agudos em novas nuances de sua privilegiada extensão vocal. Ao contrário de 95% das cantoras brasileiras, restritas aos agudos, Isabella, com sua formação de canto clássico, vai dos mais graves aos mais agudos, como se pode ouvir em faixas como “Borboletas e risos”. Este é o quarto álbum de carreira de Isabella desde a estreia em 2003. Ela não aceita críticas de que se trata de um ritmo lento para uma cantora em busca de seu lugar na música brasileira. Foi o tempo que ela precisou para chegar até “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar”. Quem ouvir hoje o disco de estreia que leva seu nome, lançado em 2003 pelo selo Green Songs, pode sentir bem a distância que separa os dois momentos de Isabella. O primeiro traz uma voz ainda pouco lapidada, mas uma intérprete forte que se agarra às canções como se sua vida dependesse de cada uma delas. Uma entrega que beira o exagero em muitos momentos, mas que serviu para chamar a atenção e para se constatar que havia um talento forte ali gritando para ser ouvido. O objetivo foi alcançado. A canção “Foto Polaroid” fez sucesso e a gravadora Universal Music a contratou e lhe propôs que a arrancada acontecesse a bordo de um CD/DVD gravado ao vivo em 2005, que injetava novo ânimo nas canções do primeiro álbum e mostrava recriações de grandes canções da MPB como “Preconceito” (Fernando Lobo e Antonio Maria) e “Medo da Chuva” (Paulo Coelho e Raul Seixas). Interpretações com grande força dramática mais uma vez serviram ao seu objetivo. A próxima etapa veio em 2007 com o álbum “Diga sim”, já pincelando mudanças na sonoridade e na voz de Isabella, mais contida, com novas nuances de interpretação. Um álbum muito bem sucedido nas paradas e na estrada, com destaque para  “Luxúria”, da Jovem Guarda como “Ternura”, sucesso de Wanderléia e “Diga sim pra mim”, que permaneceu no topo das paradas por meses seguidos.  Além de uma extensa turnê, Isabella aproveitou esses dois anos para maturar a virada conceitual representada por “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar.” Ao ouvi-lo, pode-se até duvidar de que seja um disco de Isabella Taviani. Mas é ela mesma. Num ambiente sonoro mais pop, com parcerias pela primeira vez, com convidados ilustres como Zélia Duncan e Toni Platão, com guitarras, ruídos eletrônicos e metaleira. Com a mesma intensidade de sempre colocada de maneira bem diferente, madura e mais consciente. É ouvir para crer. MARIANA PLATERO –  MARIANA PLATERO é um doce de cantora, a sua voz tem mel, dá vontade de escutá-la horas a fio, sonhar, meditar, pensar e repensar na vida sem medo de ser feliz. Quando olhamos para ela, vemos ainda uma menina com seus 21 anos, mas que profissionalmente tem uma postura de mulher madura, que sabe o que quer. Mariana é cantora desde os 11 anos profissionalmente, cantava nos Trovadores Urbanos Mirins, nunca se preocupou com as mudanças da voz que aconteceram naturalmente enquanto crescia. Ao lado do pai descobriu a sua vocação “Eu cantava com meu pai, ele tocava violão e foi assim que descobri que gostava de cantar”, revela.  O seu avô Adermir gostava de dar presentes educativos no Natal, “num Natal meu avô me perguntou o que eu gostaria de ganhar de presente, eu pedi um ano de aula de canto, meu pedido foi atendido, comecei a estudar canto com uma trovadora”, conta. Determinada, desde pequena foi se arriscando. “Depois de um tempo fiz o teste para os Trovadores Urbanos e passei”, conta. Ela nos confessa que cantar é uma forma de expressar os sentimentos e gosta de interpretar as músicas naturalmente. “Eu gosto de ouvir a música, sentir e “ver” o que ela fala”, explica. O seu maior sonho não é só o sucesso, é fazer o bem, portanto adotou a Fundação Dorina Nowill para a sua vida. Ela é mentora de um projeto artístico que se iniciou no dia 30 de março deste ano, no Carioca Club em São Paulo, show que fez com o cantor Almir Sater, cuja renda foi toda destinada à Fundação. Mariana pretende fazer  muitos espetáculos em prol de Dorina Nowill. Através de seu gosto musical e de suas escolhas, conseguimos descobrir um pouco mais sobre ela. Uma intérprete que nasce a cada dia, a cada descoberta de si mesma e de suas potencialidades. Quando solta a sua voz ao mesmo tempo doce e harmoniosa, mas potente e ampla, alcançando os mais difíceis tons como se estivesse em uma conversa casual, cresce, faz-se ouvir e encanta aos mais exigentes críticos. A cantora jovem já consegue atrair olhares curiosos, Mariana foi uma das atrações da Garagem do Faustão 2009. As músicas que Mariana canta e ilumina com a sua bela voz são modernas, podemos chamar, de repente, de MPB Contemporânea, as elas falam de computador, do “correio” atual, o email. “Saca só” e “Código de Barra”, de Ito Moreno fazem parte de seu repertório, “O melhor do show”, de Kana e Léo Nogueira, “Cara a cara”, de Marco Vilane e “Nem vem que não tem”, de Carlos Imperial também fazem parte do CD. Para ouví-la é só entrar no site www.marianaplatero.com.br. Uma das mais belas músicas do show é com certeza, a canção “Letras da Dignidade”, de Adermir Filho, Antonio Carlos de Carvalho e Hanilton Messias. Música composta em homenagem à Dorina Nowill. Mariana é assim: contrasta a simplicidade de apresentação com o repertório sofisticado. Ela cantando Hino Ao Amor é de amolecer até os corações mais duros. Além de estar atenta as novas tendências, ela também tem raízes na tradição do cancioneiro nacional, com influência de grandes nomes como Noel Rosa, Carlota, Tom Jobim, Chico Buarque e outros. Não confunda sua doçura com docilidade, nem sua juventude com imaturidade. Seu jeito é sério, mas de repente deixa escapar um olhar moleque de quem surpreendeu a admiração que provoca, e sorri travessamente, encantando ainda mais. Vale à pena ouvi-la, e mais ainda conhecê-la. SERVIÇO: SHOW COM ISABELLA TAVIANI E MARIANA PLATERO EM PROL DA FUNDAÇÃO DORINA NOWIL Dia 14 de Setembro – Horário: 21hs ( A casa é aberta as 19h30) – Local: Citibank Hall – Endereço: Avenida dos Jamaris, 213 – Moema – Telefone: 2846 6040 – Estacionamento Estapar com manobrista (Terceirizado): R$ 25,00 – Lotação: 1456 pessoas. Vendas de ingressos: http://www.ticketsforfun ou fone: 4003 5588 e bilheteria do Citibank Hall – Preço de Ingressos: área vip e camarote  – R$100,00 (inteira) / R$50,00 (meia) setor 1 –  R$80,00 / R$40,00 (meia) setor 2 – R$60,00 / R$30,00 (meia) setor 3 – R$40,00 / R$20,00 (meia)