Arquivo de dezembro, 2010

 

Foto By Alex Ribeiro

 

A cantora e compositora Maga Lieri lança seu segundo CD intitulado “Bem Acompanhada” com distribuição Fonomatic/Tratore. O nome já diz tudo, com arranjos inspirados de Jefferson Caetano e Denys Cristian e participações especiais do ícone da soul music brasileira Carlos Dafé, do rapper Thaíde e da nova geração da Black basuca paulistana Lino Krizz, Maga volta com muita força, balanço e a paixão que é seu cartão de visitas. Iniciou sua carreira como backing vocal de Tom Zé e foi integrante de uma das últimas formações do Secos & Molhados ao lado de João Ricardo, participou do CD comemorativo dos 30 da legendária banda Made in Brazil e dividiu o palco com Salloma Salomão (doutor em história afro-brasileira). Nos anos 90, percebeu que poderia cantar suas próprias canções, o que fez ao lado dos parceiros e amigos inseparáveis Marcelo Tai e Jair Caminha. Festejada pelos críticos musicais Toninho Spessoto (Rádio USP, AllTV), Osmar Santos Jr. (Brasil 2000FM) e Beto Feitosa (UOL), em seu novo trabalho que traz 13 canções, sendo 09 de sua autoria e parceiros, Maga mostra seu lado de intérprete na regravação de “Pra que vou recordar o que chorei” de Carlos Dafé, mega sucesso dos anos 70, de onde a cantora traz suas maiores influências (Tim Maia, Dafé, Hyldon, Cassiano, Dom Beto, Benjor etc), em “Até Virar amor” de Tom Hardt e Osmar Santos Jr., feita especialmente para ela, “Tudo com Você” presente de Jefferson Caetano e “Grades do Tempo” do jornalista Toninho Spessoto e Márcio Bragança que fecha o disco em clima intimista. Atualmente apresenta o programa musical Tah Ligado! na AllTV ao lado de Paulo Ragassi, onde pode ser vista todas as sextas-feiras às 15h pelo site www.alltv.com.br. Osmar Santos Jr, coordenador e apresentador da Rádio Brasil 2000FM, não economizou nos elogios: “Seus sons e sua voz estão maduros e resgatam a sonoridade dos anos 70 com uma música suingada, cheia de nuances. As letras são paixões à flor da pele, escritas num cartão postal de São Paulo. Ela descobriu desde cedo que sua voz é bem maior que si mesma e a cidade que a gerou.” Maga Lieri, lançou seu primeiro CD, Maga Lieri, pelo selo Amellis Records, distribuído pela Tratore em 2006. Com direção de Tony Babalu e produção e arranjos de Jefferson Caetano e Denys Cristian. Além da participação especialíssima de Luís Carlos Maluly na produção artística de duas canções (“De Repente Nunca mais” e “Meus Sinais”). É um CD cheio de suingue, com grande influência do soul dos anos 70. Também pudera, vinda de uma família de músicos, dormia e acordava ao som de instrumentos musicais ecoando pela casa, como o violão da irmã ou o piano do pai. Sua paixão pela música começou ainda criança. Maga não parava de ouvir Tim Maia, Cassiano e Carlos Dafé, suas maiores influências da música ¨black¨ brasileira. “Lembro que o disco de Cassiano com A Lua e Eu foi o primeiro que comprei na vida… eu tinha uns oito anos de idade” (…). “Comecei a ouvir o Tim na infância e ele ficou pra sempre comigo”, comenta Maga. Um detalhe é que aprendeu a tocar violão apenas vendo e ouvindo a irmã. Talento nato. Enquanto a garotada de sua época ouvia os sucessos das rádios, Maga tocava as canções de Lupicínio Rodrigues e cantava o “Refazenda” do Gil de cor. Mais tarde resolveu ter aulas de violão para se aperfeiçoar, escolhendo Dom Beto e depois Didi Carvalho como seus professores. Entendeu desde cedo que precisaria de muita técnica para cantar o que compunha, assim, teve como mestras de técnica vocal as grandes Cláudia Mocchi e Nancy Miranda. Daí para frente não parou mais. Aos 15, Maga já fazia shows com Tom Zé e cantava com Salloma Salomão, cantor e compositor mineiro e com ele percorreu vários bairros da periferia de São Paulo. Cantou no Jardim Primavera, Grajaú, Jardim Angela, Vila São José, Jardim Iporanga, nas ruas, em feiras, salões paroquiais e em todos os lugares onde parcamente a cultura poderia adentrar, no tempo em que a boa música pouco chegava nas pessoas menos favorecidas, tempos de muita dificuldade para todos. Maga Lieri, quando fez parte do “Secos & Molhados” com João Ricardo se apresentou por duas vezes na Comunidade do “Monte Azul” com muito sucesso, numa época em que a periferia da cidade era totalmente desconhecida, discriminada e proscrita. Salloma Salomão, doutor em história afro-brasileira, descreve Maga e sua biografia: “(…) Dançou com os moleques negros dos guetos do Jardim Miriam e Grajaú, que faziam um swing ímpar com a mão direita, uma bateria improvisada, baixo e guitarra de madeira tosca. Viu como era difícil ter tanta criatividade e partir, morrer sem jamais ter gravado um só disco. Ela bebeu na fonte dos mestres da Black music paulista e carioca e não ficou apenas nisso, verificou de perto o som das jovens negras das igrejas protestantes quando isso era totalmente desconhecido, conviveu com elas, aprendeu com elas, se humanizou e humanizou sua música com eles e com elas (…)” “(…) Por isso sua cultura musical é larga, generosa, ampla. Por isso toda a sua experiência marcou fundo o seu gosto, seu estilo, o timbre que ficou mais sujo e carregado, mais grave africano. Cantou Cassiano, Benjor, Tim, Dafé, antes que se tornassem um modismo inócuo. Sua musicalidade traz a marca de um tempo que já era, mas que também está por vir”. Sobre o primeiro disco fala o crítico Beto Feitosa (Ziriguidum – UOL): “Além do excelente material vocal que carrega, Maga Lieri mostra personalidade e agarra sua música com uma força apaixonada. Quando a maré aponta a eletrônica, ela volta a uma big band soul, cheia de bons resultados”. E o jornalista Toninho Spessoto completa em sua coluna Alto Falante no site Futrico: “Violões suingados, voz forte e bem colocada, canções inspiradas e pegada soul de qualidade fazem do Cd de estréia de Maga Lieri uma excelente pedida. A moça vai longe…”

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A cantora americana Aretha Franklin, luta contra um câncer de pâncreas, informou na última quarta-feira, uma pessoa próxima à família. Segundo a fonte, a família e os amigos da cantora soul estão “muito preocupados” e pedem que seus fãs rezem por ela e enviem boas energias.  A cantora Aretha FranklinAté o momento, o representante da artista não confirmou oficialmente a condição da cantora, que se submeteu no dia 2 de dezembro a uma cirurgia. Na ocasião, Aretha Franklin e seus representantes não quiseram revelar o problema de saúde que motivou a operação, apesar de ter sido emitido um comunicado indicando que a intervenção tinha sido bem-sucedida. Aretha Franklin foi internada brevemente em outubro por causas desconhecidas, e em novembro cancelou viagens programadas para o período de seis meses por ordem de seus médicos, embora não tenha revelado o motivo. A artista, famosa por canções como “You Make Me Feel Like a Natural Woman” e “Respect”, já recebeu vários prêmios Grammy, a Medalla Nacional das Artes e foi incluída no Hall da Fama das estrelas do “Rock and Roll”.  A rainha do soul se apresentou em 2009 na cerimônia de posse do atual presidente americano, Barack Obama. A artista havia feito o mesmo na posse de Bill Clinton, em 1993.

O Cangaceiro, maior sucesso internacional da história do cinema brasileiro, passa por processo de restauro e será relançado em 2011. Relançamento inclui box de DVDs e mostra itinerante. Um patrimônio importantíssimo do Cinema Brasileiro está em fase final de restauração: o longa metragem O Cangaceiro, vencedor de dois prêmios no Festival de Cannes, e maior sucesso internacional de público de toda a história do nosso cinema, está prestes a ser descoberto pelas novas gerações e redescoberto pelas antigas. Dirigido em 1953 por Lima Barreto, O Cangaceiro está passando por um cuidadoso processo de restauração fotoquímico e digital que disponibilizará novas cópias para cinema e um box de DVDs já no início de 2011. Segundo Patrícia di Filippi, Diretora Técnica e responsável pelo restauro na Cinemateca Brasileira, “já foram realizadas as análises de todos os materiais disponíveis para o restauro e escolhidas todas as matrizes. Foi feita também a captura digital do som para o restauro do áudio, que já está concluído”. Mais importante até que a parte técnica, Patrícia destaca que “o restauro deve ser visto como a compreensão do todo da obra. Com o passar do tempo, o filme sofre mutilações de várias naturezas, e o empenho do restauro é exatamente chegar na obra original. O Cangaceiro, por exemplo, teve várias cópias, sendo necessário um estudo minucioso para a compreensão da obra como por inteiro”, finaliza. A previsão é de que o restauro completo da imagem seja finalizado ainda neste mês de dezembro, e que a junção da imagem com o som esteja pronta em janeiro, finalizando assim todo o processo. “A partir daí – diz Sérgio Martinelli, produtor que viabilizou a restauração – haverá o lançamento da nova cópia na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, bem como de um box contendo dois DVDs. No primeiro, haverá o filme restaurado. O segundo disco, para efeito de comparação histórica, trará uma cópia sem restauração e vários extras”. Entre os extras, mais de 200 fotos still de cenas e bastidores da filmagem, um pequeno documentário mostrando o processo de restauro, e depoimentos de artistas, técnicos e profissionais envolvidos com O Cangaceiro.“A idéia é que as cópias novas e restauradas possam viajar pelo país compondo Mostras e revelando para quem não conhece este que é um dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro”, conclui Martinelli. Sobre o filme: O Cangaceiro foi produzido em 1953 pela Cinematográfica Vera Cruz, escrito edirigido por Lima Barreto, com diálogos de Rachel de Queiroz. Inspirado na figura mítica do cangaceiro Lampião, a obra ganhou dois prêmios no Festival de Cannes: Melhor Filme de Aventuras e Melhor Trilha Sonora, com a inesquecível “Olê muié rendeira” interpretada por Vanja Orico, com arranjos do maestro Gabriel Migliori e coro dos Demônios da Garoa. Durante as filmagens, os Demônios da Garoa conheceram Adoniran Barbosa, que atuava como ator do filme, e a partir daí desenvolveram uma das parcerias de maior sucesso e longevidade da música brasileira. Foi filmado em Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo. Distribuído pela Columbia, é o filme brasileiro de maior sucesso internacional de todos os tempos, vendido para mais de 80 países. Só na França, ficou dois anos em cartaz. Ficha técnica: O Cangaceiro 105 minutos Roteiro e Direção: Lima Barreto Produção: Cid Leite da Silva Trilha sonora: Gabriel Migliori Fotografia: Chick Fowle Figurino: Caribé e Pierino Massenzi Edição: Giuseppe Baldacconi, Lúcio Braun e Oswald Hafenrichter Elenco: Alberto Ruschel – Teodoro, Marisa Prado – Olívia ,Milton Ribeiro – Galdino, Vanja Orico – Maria Clódia, Adoniran Barbosa – Mané Mole, Antonio V. Almeida, Heitor Barnabé, Horácio Camargo, Ricardo Campos, Antônio Coelho. O projeto de restauração de O Cangaceiro é uma iniciativa da Film & Arts em parceria com a Cinematográfica Vera Cruz e em cooperação com a Cinemateca Brasileira. Captação de recursos através do PROAC da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.