Foto By Alex Ribeiro

 

A cantora e compositora Maga Lieri lança seu segundo CD intitulado “Bem Acompanhada” com distribuição Fonomatic/Tratore. O nome já diz tudo, com arranjos inspirados de Jefferson Caetano e Denys Cristian e participações especiais do ícone da soul music brasileira Carlos Dafé, do rapper Thaíde e da nova geração da Black basuca paulistana Lino Krizz, Maga volta com muita força, balanço e a paixão que é seu cartão de visitas. Iniciou sua carreira como backing vocal de Tom Zé e foi integrante de uma das últimas formações do Secos & Molhados ao lado de João Ricardo, participou do CD comemorativo dos 30 da legendária banda Made in Brazil e dividiu o palco com Salloma Salomão (doutor em história afro-brasileira). Nos anos 90, percebeu que poderia cantar suas próprias canções, o que fez ao lado dos parceiros e amigos inseparáveis Marcelo Tai e Jair Caminha. Festejada pelos críticos musicais Toninho Spessoto (Rádio USP, AllTV), Osmar Santos Jr. (Brasil 2000FM) e Beto Feitosa (UOL), em seu novo trabalho que traz 13 canções, sendo 09 de sua autoria e parceiros, Maga mostra seu lado de intérprete na regravação de “Pra que vou recordar o que chorei” de Carlos Dafé, mega sucesso dos anos 70, de onde a cantora traz suas maiores influências (Tim Maia, Dafé, Hyldon, Cassiano, Dom Beto, Benjor etc), em “Até Virar amor” de Tom Hardt e Osmar Santos Jr., feita especialmente para ela, “Tudo com Você” presente de Jefferson Caetano e “Grades do Tempo” do jornalista Toninho Spessoto e Márcio Bragança que fecha o disco em clima intimista. Atualmente apresenta o programa musical Tah Ligado! na AllTV ao lado de Paulo Ragassi, onde pode ser vista todas as sextas-feiras às 15h pelo site www.alltv.com.br. Osmar Santos Jr, coordenador e apresentador da Rádio Brasil 2000FM, não economizou nos elogios: “Seus sons e sua voz estão maduros e resgatam a sonoridade dos anos 70 com uma música suingada, cheia de nuances. As letras são paixões à flor da pele, escritas num cartão postal de São Paulo. Ela descobriu desde cedo que sua voz é bem maior que si mesma e a cidade que a gerou.” Maga Lieri, lançou seu primeiro CD, Maga Lieri, pelo selo Amellis Records, distribuído pela Tratore em 2006. Com direção de Tony Babalu e produção e arranjos de Jefferson Caetano e Denys Cristian. Além da participação especialíssima de Luís Carlos Maluly na produção artística de duas canções (“De Repente Nunca mais” e “Meus Sinais”). É um CD cheio de suingue, com grande influência do soul dos anos 70. Também pudera, vinda de uma família de músicos, dormia e acordava ao som de instrumentos musicais ecoando pela casa, como o violão da irmã ou o piano do pai. Sua paixão pela música começou ainda criança. Maga não parava de ouvir Tim Maia, Cassiano e Carlos Dafé, suas maiores influências da música ¨black¨ brasileira. “Lembro que o disco de Cassiano com A Lua e Eu foi o primeiro que comprei na vida… eu tinha uns oito anos de idade” (…). “Comecei a ouvir o Tim na infância e ele ficou pra sempre comigo”, comenta Maga. Um detalhe é que aprendeu a tocar violão apenas vendo e ouvindo a irmã. Talento nato. Enquanto a garotada de sua época ouvia os sucessos das rádios, Maga tocava as canções de Lupicínio Rodrigues e cantava o “Refazenda” do Gil de cor. Mais tarde resolveu ter aulas de violão para se aperfeiçoar, escolhendo Dom Beto e depois Didi Carvalho como seus professores. Entendeu desde cedo que precisaria de muita técnica para cantar o que compunha, assim, teve como mestras de técnica vocal as grandes Cláudia Mocchi e Nancy Miranda. Daí para frente não parou mais. Aos 15, Maga já fazia shows com Tom Zé e cantava com Salloma Salomão, cantor e compositor mineiro e com ele percorreu vários bairros da periferia de São Paulo. Cantou no Jardim Primavera, Grajaú, Jardim Angela, Vila São José, Jardim Iporanga, nas ruas, em feiras, salões paroquiais e em todos os lugares onde parcamente a cultura poderia adentrar, no tempo em que a boa música pouco chegava nas pessoas menos favorecidas, tempos de muita dificuldade para todos. Maga Lieri, quando fez parte do “Secos & Molhados” com João Ricardo se apresentou por duas vezes na Comunidade do “Monte Azul” com muito sucesso, numa época em que a periferia da cidade era totalmente desconhecida, discriminada e proscrita. Salloma Salomão, doutor em história afro-brasileira, descreve Maga e sua biografia: “(…) Dançou com os moleques negros dos guetos do Jardim Miriam e Grajaú, que faziam um swing ímpar com a mão direita, uma bateria improvisada, baixo e guitarra de madeira tosca. Viu como era difícil ter tanta criatividade e partir, morrer sem jamais ter gravado um só disco. Ela bebeu na fonte dos mestres da Black music paulista e carioca e não ficou apenas nisso, verificou de perto o som das jovens negras das igrejas protestantes quando isso era totalmente desconhecido, conviveu com elas, aprendeu com elas, se humanizou e humanizou sua música com eles e com elas (…)” “(…) Por isso sua cultura musical é larga, generosa, ampla. Por isso toda a sua experiência marcou fundo o seu gosto, seu estilo, o timbre que ficou mais sujo e carregado, mais grave africano. Cantou Cassiano, Benjor, Tim, Dafé, antes que se tornassem um modismo inócuo. Sua musicalidade traz a marca de um tempo que já era, mas que também está por vir”. Sobre o primeiro disco fala o crítico Beto Feitosa (Ziriguidum – UOL): “Além do excelente material vocal que carrega, Maga Lieri mostra personalidade e agarra sua música com uma força apaixonada. Quando a maré aponta a eletrônica, ela volta a uma big band soul, cheia de bons resultados”. E o jornalista Toninho Spessoto completa em sua coluna Alto Falante no site Futrico: “Violões suingados, voz forte e bem colocada, canções inspiradas e pegada soul de qualidade fazem do Cd de estréia de Maga Lieri uma excelente pedida. A moça vai longe…”

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comentários
  1. anne lieri disse:

    Que beleza de texto!Vou compartilhar no meu blog tb!Muita sorte,Maga!Bjs,

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