Arquivo de fevereiro, 2011

 

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — 28 de fevereiro de 1935) foi uma compositora, pianista e regente brasileira. Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Passeio Público do Rio de Janeiro, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha. Biografia – Era filha de José Basileu Gonzaga, general do Exército Imperial Brasileiro e de Rosa Maria Neves de Lima, uma mulata muito humilde, com quem, apesar de opiniões contrárias da família, casou-se após o nascimento da menina Francisca. Chiquinha Gonzaga foi educada numa família de pretensões aristocráticas (seu padrinho era Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias). Ela conviveu bastante com a rígida família do seu pai. Fez seus estudos normais com o Cônego Trindade, um dos melhores professores da época, e musicais com o Maestro Lobo, um fenômeno da música. Desde cedo, frequentava rodas de lundu, umbigada e outros ritmos oriundos da África, pois nesses encontros buscava sua identificação musical com os ritmos populares que vinham das rodas dos escravos. Inicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial brasileira e logo engravidou. Não suportando a reclusão do navio onde o marido servia, (já que ele passava mais tempo trabalhando no navio do que com ela) e as ordens para que não se envolvesse com a música, além das humilhações que sofria e o descaso dele com seu sonho, Chiquinha, após anos de casada, separou-se, o que foi um escândalo na época. Leva consigo somente o filho mais velho, João Gualberto. O marido, no entanto, não permitiu que Chiquinha cuidasse ds filhos mais novos: Sua outra filha, Maria do Patrocínio e do filho, o menino Hilário, ambos frutos daquele matrimônio. Ela lutou muito para ter os 3 filhos juntos, mas foi em vão. Sofreu muito com a separação obrigatória dos 2 filhos imposta pelo marido e pela sociedade preconceituosa daquela época, que impunha duras punições à mulher que se separava do marido. Anos depois, em 1867, reencontrou seu grande amor do passado, um namorado de juventude, o engenheiro João Batista de Carvalho, com quem teve uma filha: Alice Maria. Viveu muitos anos com ele, mas Chiquinha não aceitava suas traições. Separa-se dele, e mais uma vez perde uma filha. João Batista não deixou que Chiquinha criasse Alice, ficando com a guarda da filha. Apesar disso tudo, Chiquinha foi muito presente na vida de todos os seus 4 filhos, mesmo só criando 1 deles. Ela sempre estava acompanhando a vida deles e tendo contato. Ela, então, passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto e mantê-lo junto de si, sofrendo preconceito por criar seu filho sozinha. Passando a dedicar-se inteiramente a música, onde obteve grande sucesso, sua carreira aumentou e ela ficou muito famosa, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Antes, porém, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositor Joaquim Antônio da Silva Callado, apresentando-se em festas. Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista, por quem se apaixonou. Ele também se apaixonou perdidamente por essa mulher madura que tinha muito a ensinar-lhe sobre música e sobre a vida. A diferença de idade era muito grande e causaria mais preconceito e sofrimento na vida de Chiquinha, caso alguém soubesse do namoro. Ela tinha 52 anos e João Batista, apenas 16. Temendo o preconceito, faz que ela fingisse que o adotou como filho, para viver esse grande amor. Esta decisão foi tomada para evitar escândalos em respeito aos seus filhos e à relação de amor pura que mantinha com João Batista, da qual pouquíssimas pessoas na época entenderiam, além de afetar sua brilhante carreira. Por essa razão também, Chiquinha e João Batista Lage, ou Joãozinho, como carinhosamente o chamava, mudaram-se para Lisboa, em Portugal, e foram viver felizes morando juntos por alguns anos longe do falatório da gente do Rio de Janeiro. Os filhos de Chiquinha, no começo, não aceitaram o romance da mãe, mas depois viram com naturalidade. Fernandes Lage aprendeu muito com Chiquinha sobre a música e a vida. Eles retornaram ao Brasil sem levantar suspeitas nenhuma de viverem como marido e mulher. Chiquinha nunca assumiu de fato seu romance, tendo sido descoberto após a sua morte, através de cartas e fotos do casal. Ela morreu ao lado de João Batista Lage, seu grande amigo, parceiro e fiel companheiro, seu grande amor, em 1935, quando começava o Carnaval. A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca ‘Atraente’. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes “A Corte na Roça”, de 1885. Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia – até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça “Maria”. Foi criadora da célebre partitura da opereta “A Jurity”, de Viriato Correia. Por volta de 1900 conhece a irreverente artista Nair de Tefé von Hoonholtz, a primeira caricaturista mulher do mundo, uma moça boêmia, embora de família nobre, da qual se torna grande amiga. Chiquinha viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores. Logo após o seu retorno do continente europeu, sua amiga Nair de Tefé casa-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do Brasil. Chiquinha é convidada pela amiga para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade notavelmente imposta pela família de Nair. Certa vez, em 1914, num recital de lançamento do Corta Jaca, no palácio presidencial, a própria primeira-dama do país, Nair de Tefé, acompanhou Chiquinha no violão, e empunhou o instrumento, tocando um maxixe composto pela maestrina. O que foi considerado um escândalo para a época. Foram feitas críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os “escândalos” no palácio, pela promoção e divulgação de músicas cujas origens estavam nas danças vulgares, segundo a concepção da elite social aristocrática. Levar para o Palácio do Governo a música popular brasileira foi considerado, na época, uma quebra de protocolo, causando polêmica nas altas esferas da sociedade e entre políticos. Após o término do mandato presidencial, Hermes da Fonseca e Nair de Tefé mudaram-se para a França, onde permaneceram por um bom tempo. Em decorrência desse afastamento, Chiquinha e Nair acabam por perder contato. Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas. Chiquinha Gonzaga já foi retratada como personagem no cinema e na televisão. Dirigida por Jayme Monjardim, na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na TV Globo, foi interpretada por Regina Duarte e Gabriela Duarte. No cinema, foi interpretada por Bete Mendes, no filme “Brasília 18%” (2006), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e por Malu Galli, no filme O Xangô de Baker Street, baseado no livro homônimo de Jô Soares. A compositora também foi homenageada no carnaval carioca, no ano de 1985, com o enredo Abram alas que eu quero passar pela escola de samba Mangueira, que obteve a sétima colocação. E em 1997, com enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar… pela Imperatriz Leopoldinense. A atriz Rosamaria Murtinho, que vivia a artista no teatro, representou-a no desfile, a escola obteve a sexta colocação.

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Maga Lieri na Rádio Heliópolis FM

Neste domingo, Maga Lieri & Paulo Ragassi estiveram na Rádio Heliópolis FM, no programa Mistura Fina, apresentado por Rogerinho & Liu Mr. Também fomos recepcionados pelo Mano Zoio do Programa Revolução Rap, Badega dos Programas The Night Love e Na Balada e também o Donizete Bonfim da Companhia de Teatro Heliópolis. Vale a pena conferir a programação da Rádio Heliópolis FM, que é de qualidade, mostrando que a arte  a cultura são as colunas fundamentais de uma Nação – WWW.heliopolisfm.com.br. OBRIGADO A TODA GALERA DA HELIOPOLIS FM, E QUE CONTINUEM ASSIM, LEVANDO UM SOM DE QUALIDADE. Então vamos conhecer um pouco mais sobre a Rádio Heliópolis FM, e a Comunidade de Heliópolis?  A RÁDIO HELIÓPOLIS é uma emissora comunitária sem fins lucrativos. Criada e dirigida pela UNAS – União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco. A equipe da Rádio Heliópolis (locutores, técnicos, coordenadores e colaboradores) é formada por aproximadamente 30 voluntários, moradores ou não da comunidade. Além do entretenimento eclético (vide “Programação”), tem como objetivo disponibilizar informações de relevância aos ouvintes (entrevistas com profissionais de diversas áreas, notícias, dicas, etc); promover a cidadania (trocas de informações, denúncias, bate papos sobre conscientização cidadã, manutenção e conservação de áreas públicas e privadas, etc) e a busca da melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento da comunidade (divulgação de projetos sociais, anúncios de empregos e oportunidades, cursos, etc). HISTÓRICO • 08 de maio de 1992: É criada a “Rádio Popular de Heliópolis”. A programação é transmitida através de alto falantes “cornetas” instalados em postes, em dois pontos da comunidade. • 27 de agosto de 1997: As velhas cornetas são aposentadas e é criada a rádio comunitária na Frequência Modulada 102,3 MHz. • 1999: Devido a interferência do sistema nas emissoras comerciais e por força da lei nº 9.612, a frequencia passa a ser FM 98,3 MHz. • 2002: Outra interferência às emissoras comerciais, obrigando a uma nova mudança de frequencia: FM 97,9 MHz. • 2003: Conquista do prêmio: “Ação Social pela Promoção da Cidadania”, da APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte de São Paulo. Um reconhecimento à luta pelo direito à comunicação promovida pela Radio Heliópolis. • 2004: A Anatel (Agencia Nacional de Telecomunicações) decreta o fechamento da Rádio Heliópolis, fato que gera grande mobilização da comunidade. O Governo Federal compromete-se a dar encaminhamento para a mudança de “Rádio Comunitária” para “Rádio Educativa”. • 2006: Mudança de endereço: O estúdio, antes na Rua da Mina (sede da UNAS), transfere-se para sede própria à Rua Paraíba, 76 – Copa Rio. É decretado novamente pela Anatel o fechamento da Rádio, porém, por breve período. • 27 de outubro de 2006: É publicada no Diário Oficial a permissão provisória de funcionamento. • 2007: Aberta pelo governo a licitação para funcionamento. Duzentas e oitenta e oito rádios, entre elas a Rádio Heliópolis, enviam ao Ministério das Comunicações pedido de licença definitiva para funcionarem como rádios comunitárias. • 13 de março de 2008: É publicada a autorização oficial e definitiva para o funcionamento da Rádio Heliópolis. • 15 de junho de 2009: Por determinação da Anatel e do Ministério das Comunicações, a Rádio Heliópolis passa a transmitir na frequencia de 87,5 MHz. ESTRUTURA – A Rádio Heliópolis conta com dois estúdios: um para a produção e gravação de spots, vinhetas, chamadas, jingles, etc. e outro para a transmissão da programação. Computadores, impressoras, microfones, amplificadores, mesas de som, etc fazem parte do acervo da rádio. Equipamentos adquiridos através de doações e também por aquisição própria. Modestos na tecnologia, mas suficientemente compatíveis ao objetivo. A antena tem altura de 30 metros; Potência de transmissão: 25 watts; Raio de abrangência: pouco mais de 1 km, alcançando quase todo bairro de Heliópolis (atualmente com um milhão de metros quadrados e cerca de 130 mil habitantes), além de parte de alguns bairros em torno (Vila Carioca, São João Clímaco, Vila das Mercês, Sacomã, Ipiranga, Vila Bela, Vila Alpina, etc. Também parte de São Caetano do Sul, município da grande São Paulo) SOBRE O TRABALHO – Além de tocar músicas de artistas renomados e sucessos das FMs, a Rádio Heliópolis divulga, gratuitamente, grupos musicais e artistas pouco conhecidos (da comunidade ou não), iniciantes e/ou aqueles que não tem chance (ou dinheiro) de apresentar seu trabalho em rádios comerciais. Sorteios de CDs, DVDs e outros brindes acontecem frequentemente. É vetada da programação da Rádio Heliópolis a difusão de músicas ou qualquer gravação de áudio que fazem apologia ao crime, sexo ou às drogas. Na área cultural, indicações bibliográficas, incentivo à leitura (principalmente de grandes nomes da nossa literatura) e divulgação de shows e eventos que acontecem na comunidade e em toda a cidade. A programação conta também com momentos ecumênicos de orientação religiosa e espiritual, desconsiderando diferenças geográficas, culturais e políticas entre as diversas igrejas e respeitando a opção religiosa de cada indivíduo. Os integrantes da Rádio Heliópolis tem como princípio o desempenho na área de prestação de serviços. Através de dicas, relatos e entrevistas com profissionais de diversas áreas, é possível incentivar a conscientização da comunidade sobre cidadania, saúde, saneamento básico, coleta e destinação de lixo, etc. Fazem parte da rotina da programação informações sobre animais perdidos, documentos extraviados e pessoas desaparecidas (certa vez, uma criança que se perdera da mãe foi encontrada pela polícia e trazida à Rádio Heliópolis. Após anúncio, a mãe pôde reencontrar-se com a criança). A Rádio Heliópolis é totalmente aberta ao público em geral e conta, através de sugestões e críticas, com a atenta participação dos moradores. Estes, sempre dispostos a adesão em campanhas institucionais, arrecadação de alimentos, remédios, roupas, etc., colaboram efetivamente para o bom funcionamento, o crescimento e a melhoria da Rádio Heliópolis. ANÚNCIOS OU “APOIOS CULTURAIS” – Por se tratar de rádio comunitária, os anúncios veiculados na programação (“spots” radiofônicos) são chamados de “Apoios Culturais”. Em geral, estes são gravados nos estúdios da Rádio Heliópolis e tem como objetivo a divulgação do comércio local (ou do em torno), produtos, serviços, etc. (não é permitida a divulgação dos valores ou preços destes produtos e/ou serviços). Mediante assinatura de um contrato, estabelece-se a quantidade de inserções diárias e por quanto tempo o Apoio Cultural será veiculado na programação (semanas, meses). Os valores cobrados por estes apoios culturais são simbólicos e estão muito aquém daqueles cobrados por rádios comerciais. Essa verba é destinada à manutenção dos equipamentos e/ou ao pagamento de pequenas despesas da Rádio Heliópolis. OUTRAS RÁDIOS – A Rádio Heliópolis apoia a luta pela legalização de outras rádios comunitárias, trocando experiências e participando de reuniões e projetos de interação. HELIÓPOLIS – A favela, ou comunidade de Heliópolis (em grego, “Cidade do Sol”), teve origem em 1971, quando a Prefeitura resolveu desalojar 102 famílias da favela de Vila Prudente para a construção de um viaduto sobre o rio Tamanduateí e realojá-las num terreno do extinto IAPAS – Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social. O que deveria ser um assentamento provisório cresceu rapidamente e de forma incontrolável, gerando assim inúmeros problemas. Mas cresceram também a conscientização e as reivindicações dos moradores. Hoje, Heliópolis é considerada a favela mais organizada no que se refere à luta por melhores condições de vida e questões sociais. Fundada em 1987, a UNAS – União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco, assumiu inicialmente as reivindicações referentes à posse das áreas ocupadas. Depois ampliou suas ações num trabalho comunitário, buscando parcerias na iniciativa privada, a fim de desenvolver projetos nas áreas de educação, cultura, esporte, saúde, habitação e assistência social; programas para alfabetização de adultos, de inclusão digital, de apoio aos sem-teto e a jovens infratores. Mas os problemas ainda são muitos e a questão das moradias continua sendo crucial, pois os moradores não conseguem legalizá-las. Muitos dispõem de documentação inconsistente, outros esbarram na burocracia oficial, pois a própria documentação do IAPAS sobre o terreno parece ter irregularidades. Atualmente, Heliópolis é a segunda maior favela do Brasil e da América Latina. As habitações são quase todas de tijolos e concreto, distribuídas quase aleatoriamente por uma área de um milhão de metros quadrados, compondo um cenário caótico de ruelas tortuosas e becos sem saída, abrigando aproximadamente 125 mil pessoas; 91% delas são de origem nordestina, 52% com idade até 25 anos. A alta densidade demográfica é centrada em dez núcleos, com um número considerável de precárias moradias e conjuntos habitacionais populares, habitados por famílias constituídas por grande número de pessoas. Falta emprego. De cada 10 adolescentes de Heliópolis, seis estão desempregados e 80% dos moradores sobrevivem com renda de um a três salários mínimos, enquanto um grande número de pessoas não tem renda nenhuma. Ainda, de cada 10 adolescentes, quatro não freqüentam a escola. A maior causa de morte de jovens de 12 a 20 anos é o homicídio, causado por brigas do tráfico de drogas. Esses problemas sociais envolvendo jovens estão incluídos na pauta da agenda política do país e são discutidos em grupos que cuidam da criação de políticas públicas voltadas para a juventude, incluindo a aplicação do Estatuto da Juventude. Um dos constantes desafios na vida dos jovens é o primeiro emprego. As iniciativas existentes para essa questão tem se mostrado ainda insuficientes. O assunto vem ganhando cada vez mais importância e visibilidade, inclusive internacional. Apesar dos problemas, a favela segue crescendo num ritmo explosivo e a comunidade já conta com todo tipo de comércio. São mais de dois mil estabelecimentos comerciais, que negociam de tudo. Há de açougues a livrarias; de salões de beleza a peixarias; de pet shops a lan houses.

O nome Heraldo do Monte por seu papel histórico na música instrumental brasileira deveria dispensar qualquer introdução. Nascido no Recife, Heraldo começou na música tocando clarineta no colégio por ser o único instrumento disponível, com o qual andou pra cima e pra baixo por uma semana sem conseguir tirar qualquer som. Até que seu professor, ligeiramente irritado, empunhasse o instrumento para lhe mostrar como tocar e percebesse que havia algo errado. Um aluno pregando uma peça no Heraldo havia enfiado uma flanela no tubo de ar da clarineta. Seguiu seus estudos no labiorioso instrumento e logo sentiu a nececidade de um instrumento harmônico. Usando os métodos para clarineta aprendeu sozinho a tocar o violão, intuindo os acordes. Aprendeu também a tocar cavaquinho e viola caipira e comprou uma guitarra para começar a ganhar a vida tocando nas casas noturnas de Recife. Pouco tempo depois partiu para São Paulo onde foi logo empregado na TV Tupi acompanhando os músicos que se apresentavam na emissora. No mesmo ano de 1966 entrou para um trio forçando-o a se tornar um quarteto, o Quarteto Novo. Neste quarteto estavam alguns dos músicos que mais brilhantes desse país. O próprio Heraldo na guitarra, violão etc, Théo de Barros no contrabaixo, Hermeto Pascoal no piano e flauta e ainda Airto Moreira na bateria e percussão. Fundindo de forma magistral, elementos do bebop à música brasileira (principalmente nordestina) introduziram fundamentos improvisacionais inovadores abrindo trilhas para a música instrumental brasileira. O quarteto foi responsável pelos arranjos e a apresentação das músicas Ponteio (de Edu Lobo) e Disparada (parceria de Geraldo Vandré e Théo de Barros) nos antigos festivais da Record. A convite de Edu Lobo o quarteto parte para a Europa para sua primeira turnê internacional. Com a ida de Airto Moreira para os EUA o quarteto ainda se manteve por um curto período com o baterista Nenê, mas por ironia, a qualidade dos músicos foi o maior obstáculo para a continuidade do grupo. E os integrantes seguiram suas carreiras solo, que felizmente continuam se entremeando até hoje. Heraldo é compadre de Hermeto Pascoal tendo os dois gravado e se apresentado diversas vezes juntos, o mesmo acontecendo com Airto e Théo de Barros. Gravou três discos nos três anos seguintes, 70 a 72, sendo o primeiro chamado simplesmente Heraldo e Seu Conjunto e o álbum em dois volumes, Dançando com Sucesso Vols. 1 e 2. Na mesma década gravou o álbum O Violão de Heraldo do Monte. Só voltaria a gravar quase dez anos mais tarde ao lado do violonista Elomar, Paulo Moura (sax e clarineta) e Arthur Moreira Lima o disco ConSertão. Nos anos oitenta gravou ainda os discos: Heraldo do Monte, Cordas Mágicas, Cordas Vivas e passada mais uma década gravou recentemente o cd Viola Nordestina. Heraldo do Monte que já foi considerado por Joe Pass o melhor guitarrista do mundo, gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar nos melhores festivais de música mundo afora, como os festivais de Montreux, Montreal e Cuba.

DISCOGRAFIA:

* 1960: Heraldo e seu conjunto

* 1961: Dançando com sucesso

* 1968: O violão de

* 1980: Heraldo do Monte

* 1982: Concert with Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura

* 1983: Cordas vivas (with Hermeto Pascoal)

* 1986: Cordas mágicas

* 2001: Viola Nordestina

* 2004: Guitarra Brasileira

* 2007: Heraldo do Monte

Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, músico, cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental popular, destacando-se pela sua capacidade de experimentação. De família musical, começou a estudar piano aos cinco anos. Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção “O Sonho”, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger. Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Naquele mesmo ano de 1969, pouco antes do lançamento de seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve sua carreira impulsionada por Maysa. Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP, intitulado simplesmente Maysa. Que conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora. O álbum de Maysa foi lançado ainda em 1969. A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu. A carreira de Gismonti prosseguiu sólida – se não comercialmente explosiva – e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos, Marlui Miranda, Wanderléa, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Flora Purim. Gismonti nos anos 80 recomprou todo o seu repertório de composições e tornou-se um dos únicos compositores do país donos de seu próprio acervo. Ele relançou parte de sua discografia pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos vêm gravando suas composições recentemente.

Discografia

 

 

* Egberto Gismonti (1969)
* Sonho’70 (1970)
* Janela De Ouro (1970)
* Computador (1970)
* Orfeu Novo (1971)
* Água & Vinho (1972)
* Egberto Gismonti – Arvore (1973)
* Academia De Danças (1974)
* Corações Futuristas (1976)
* Dança Das Cabeças (1977), com o percussionista Naná Vasconcelos
* Carmo (1977)
* Sol Do Meio-Dia (1978), com Jan Garbare, Collin Walcott e Ralph Towner
* Nó Caipira (1978)
* Solo (1979)
* E. Gismonti, N. Vasconcelos e M. Smetak (1979)
* Mágico (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
* Folk Songs (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
* Antologia Poética de João Cabral de Melo Neto (1979)
* Antologia Poética de Ferreira Gullar (1979)
* Antologia Poética de Jorge Amado (1980)
* A Viagem Do Vaporzinho Tereré, con Dulce Bressante (1980)
* O Pais Das Aguas Luminosas (1980)
* O Girigivel Tereré, con Francis Hime (1980)
* Sanfona (1980)
* Circense (1980)
* Em Família (1981)
* Fantasia (1982)
* Guitar From ECM (1982)
* Sonhos De Castro Alves (1982)
* Cidade Coração (1983)
* Egberto Gismonti & Hermeto Paschoal (1983)
* Works (1984)
* Egberto Gismonti (1984)
* Duas Vozes (1984), con Nana Vasconcelos
* Trem Caipira (1985), versões de Villa-Lobos
* Alma (1986)
* Egberto Gismonti-Live (1986)
* Feixe De Luz (1988)
* Pagador De Promessas (1988) trilha sonora da minissérie(TV Globo)
* Dança Dos Escravos (1989)
* Kuarup (1989), trilha sonora do filme
* Duo Gismonti / Vasconcelos (1989)
* Infância (1991) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
* Amazônia (1991), trilha sonora da novela (TV Manchete)
* El Viaje (1992), trilha sonora do filme
* Casa Das Andorinhas (1992)
* Música De Sobrevivência (1993) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques    Morelenbaum
* Egberto Gismonti – ao vivo no Festival in Freiburg Proscenium (1993)
* Egberto Gismonti – ao vivo em São Paulo (1993)
* Zig Zag (1996)
* Meeting Point (1997)
* In Montreal (2001)

* Saudações (2009)

Sebastião Rodrigues Maia, popularmente conhecido como Tim Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998) foi um cantor e compositor brasileiro, um dos pioneiros na introdução do estilo soul na MPB e um dos maiores ícones da música no Brasil. Suas músicas eram marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando muitos sucessos. Nasceu e cresceu no Rio de Janeiro, onde em sua infância já teve contato com pessoas que viriam a ser grandes cantores, como Jorge Ben Jor e Erasmo Carlos. Em 1957, integrou o grupo The Sputniks, onde cantou junto a Roberto Carlos. Em 1959, emigrou para os Estados Unidos, onde teve seus primeiros contatos com o soul, vindo a ser preso e deportado por roubo e porte de drogas. Em 1970, gravou seu primeiro LP “Tim Maia”, que rapidamente tornou-se um sucesso país afora com músicas como “Azul da cor do mar” e “Primavera”. Nos três anos seguintes, lançou os discos Tim Maia (volume 2, 3 e 4), fazendo sucesso com “Não Quero Dinheiro” e “Gostava tanto de você”. De 1975 a 1977, aderiu à doutrina Cultura Racional, lançando, neste período, “Que Beleza” e “Rodésia”. Pela decadência de suas músicas “racionais”, desiludiu-se com a doutrina e voltou ao seu estilo de música, lançando sucessos como “Descobridor dos Sete Mares” e “Me Dê Motivo”. Em 1988, venceu o Prêmio Sharp na categoria “Melhor Cantor”. Muitas músicas suas foram gravadas sob a editora Seroma e a gravadora Vitória Régia Discos, sendo um dos primeiros artistas independentes do Brasil. Ganhou o apelido de “síndico do Brasil” de seu amigo Jorge Ben Jor na música W/Brasil. Na década de 1990, diversos problemas assolaram a vida do cantor: problemas com as Organizações Globo, e ainda a saúde precária, devido ao uso constante de drogas ilícitas e o agravamento de seu grau de obesidade. Sem condições de realizar um show no Teatro Municipal de Niterói, saiu em uma ambulância e, após duas paradas cardiorrespiratórias, faleceu em 15 de março de 1998. É amplo seu legado à história da música brasileira, tendo inaugurado um estilo que futuramente viria a ser cantado por diversos artistas, como seu sobrinho Ed Motta. Carreira – Primeiros anos:  Nascido no Bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, na Rua Afonso Pena 24, começou a compor melodias ainda criança e já surpreendia a numerosa família, era o penúltimo de 19 irmãos. Destacou-se pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar. Com a voz grave e carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos, lembrados até hoje, e que influenciaram o sobrinho, o cantor Ed Motta. Tim Maia começou na música tocando bateria num grupo Tijucanos do Ritmo, formado na Igreja dos Capuchinhos próxima a sua casa, passando logo para o violão. Tim nessa época era conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly Bop-A-Lena de Ronnie Self (apelido que Jorge Ben tinha pelo mesmo motivo) Em 1957, fundou o Grupo vocal The Sputniks, do qual participaram Roberto Carlos, Arlênio Silva, Edson Trindade e Wellington, ao contrário do que muitos pensam Erasmo Carlos nunca fez parte do grupo; Erasmo fez parte do The Snakes, grupo que acompanhava tanto Roberto quanto Tim após o fim do The Sputniks. Em 1959, foi para os Estados Unidos, onde estudou inglês e entrou em contato com a soul music, chegando a participar de um grupo vocal, o The Ideals. No entanto 4 anos mais tarde viria a ser deportado de volta para o Brasil, preso por roubo e posse de drogas. Em 1968, Tim produziu o álbum “A onda é o Boogaloo” de Eduardo Araújo, o álbum trouxe a sonoridade da Soul Music para a Jovem Guarda. No mesmo ano, Roberto Carlos grava uma canção de sua autoria, “Não Vou Ficar” para o álbum Roberto Carlos (1969), a canção também fez parte da trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa. Seu primeiro trabalho solo foi um compacto pela CBS em 1968, que trazia as músicas “Meu país” e “Sentimento” (ambas de sua autoria, como todas as músicas sem indicação de autor). Sua carreira no Brasil fortaleceu-se a partir de 1969, quando gravou um compacto simples pela Fermata com “These are the Songs” (regravada no ano seguinte por Elis Regina em duo com ele, e incluída no álbum Em pleno verão, de Elis) e “What Do You Want to Bet”. Em 1970 gravou seu primeiro LP, “Tim Maia”, na Polygram, por indicação da banda “Os Mutantes”, que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Neste disco, obteve sucesso com as faixas “Azul da cor do mar”, “Coronel Antônio Bento” (Luís Wanderley e João do Vale), “Primavera” (Cassiano) e “Eu Amo Você”. Nos três anos seguintes, com a mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia volume II, tornando-se cada vez mais famoso com canções como a dançante “Não Quero Dinheiro (Só quero amar)”, na era Disco; Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, no qual se destacaram “Gostava tanto de você” (Edson Trindade) e “Réu confesso”. Em 1975 gravou os LPs Tim Maia racional vol. 1 e vol. 2. Em 1978 gravou para a Warner Tim Maia Disco Club claramente inspirada pela Disco Music, Tim foi acompanhado pela Banda Black Rio, neste álbum gravou um de seus maiores sucessos, “Sossego”. Fase racional (1975-1976) – Na década de 1970 entrou em contato com a doutrina Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, um mestre de uma nova doutrina (que faz todos conhecerem de onde viemos e para onde vamos), quando lançou, (1975), os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (palavra “amores” ao contrário e abreviação do próprio nome “Sebastião Rodrigues Maia”). São considerados por muitos os melhores de Tim Maia, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época Tim Maia manteve-se afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz. Desiludido com a doutrina, percebeu que o mestre Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. O cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns, tendo virado item de colecionadores, devido à raridade. Deste disco existem várias pérolas, uma das quais é Imunização Racional. Já nos anos 2000 foram descobertas novas músicas pertencentes à “fase racional”, no que foi intitulado de verdadeiro “racional 3”, podendo-se mencionar as faixas: “You Gotta Be Rational”, “Escrituração Racional”, “Brasil Racional”, “Universo em Desencanto Disco”, “O Grão Mestre Varonil”, “Do Nada ao Tudo” e “Minha Felicidade Racional”, disponibilizadas apenas na Internet. Após o término de sua fase racional, Tim voltou a seu antigo estilo de música e vida e mais sucessos se seguiram: “Sossego” (do LP “Tim Maia Disco Club”, de 1978), “Descobridor dos Sete Mares” (faixa-título do LP de 1983, que também trouxe “Me Dê Motivo”) e “Do Leme ao Pontal” (de “Tim Maia”, 1986). Lançou em 1983 o LP “O Descobridor dos Sete Mares”, com destaque para a canção-título “O Descobridor dos Sete Mares” (Michel e Gilson Mendonça) e para Música “Me dê Motivo” (Michael Sullivan/Paulo Massadas) um dos seus maiores sucessos. Em 1985, gravou Um Dia de Domingo, também de Sullivan e Massadas, num dueto com Gal Costa, obtendo grande sucesso. Outro disco importante da década de 1980 foi “Tim Maia” (1986), que trazia o hit “Do Leme ao Pontal”. Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente “Seroma” e depois “Vitória Regia”. Por ele, lançou em 1990 “Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova”, e mais tarde “Voltou a clarear” e “Nova era glacial”. Em 1988, venceu o Prêmio Sharp de música na categoria “Melhor Cantor”. Descontente com as gravadoras, Tim Maia retomou a ideia da editora Seroma e da gravadora Vitória Régia Discos, pela qual passou a fazer seus lançamentos. Regravado por artistas do pop (Titãs, Paralamas do Sucesso, Marisa Monte), Tim retribuiu a homenagem gravando “Como Uma Onda”, de Lulu Santos e Nelson Motta, que foi grande sucesso nos anos 1990, juntamente com seu álbum ao vivo, de 1992. De Jorge Ben Jor, ganharia o apelido de “o síndico do Brasil”, na música “W/Brasil”. Ao longo da década, Tim gravaria discos de bossa nova (um deles com Os Cariocas) e de versões clássicos do pop e do soul (“What a Wonderful World”). Em 1993, dois acontecimentos impulsionaram sua carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor na canção “W/Brasil” e uma regravação que fez de “Como Uma Onda” (Lulu Santos e Nelson Motta) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD “Tim Maia”, do mesmo ano. Assim, aumentou muito a produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: o repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas,funks e souls. Também teve muitas composições regravadas por artistas da nova geração, como Paralamas do Sucesso e Marisa Monte. Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: “Amigo do rei”, juntamente com Os Cariocas, e “What a Wonderful World”, com recriações de standards do Soul e do Pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira. Nesse mesmo ano fez uma nova viagem aos Estados Unidos. No final de sua vida sofreu com problemas relacionados a obesidade, diabetes e problemas respiratórios. Durante a gravação de um espetáculo para a TV no Teatro Municipal na cidade de Niterói, no dia 3 de março de 1998, Tim tentou cantar, mesmo sabendo de sua má condição de saúde. Não conseguiu e retirou-se sem dar explicações; terminou sendo levado para o hospital numa ambulância, vindo a falecer em 15 de Março em Niterói aos 55 anos e com 140 quilos, após internação hospitalar devido a uma infecção generalizada. No ano seguinte, seria homenageado por vários artistas da MPB num show tributo, que se transformou em disco, especial de TV e vídeo. Em janeiro de 2001, em uma homenagem inusitada, o guitarrista Robin Finck do Guns N’ Roses tocou uma versão rocker de seu sucesso Sossego, durante a apresentação da banda no Rock In Rio III. Entre tantas homenagens de qualidade já feitas a ele a mais recente foi no dia 14 de dezembro de 2007, a Rede Globo homenageou Tim no especial Por Toda a Minha Vida. Em 2009, o cantor foi homenageado no programa Som Brasil com participações de Leò Maia, Seu Jorge, Thalma de Freitas, Marku Ribas, Carlos Dafé, Taryn Spielman e a banda Instituto.

Discografia

Álbuns de estúdio

Ano Título Formato
1970 Tim Maia LP e CD
1971 Tim Maia (volume 2) LP e CD
1972 Tim Maia (volume 3) LP e CD
1973 Tim Maia (volume 4) LP e CD
1975 Tim Maia Racional, Vol. 1 LP e CD
1976 Tim Maia (volume 5) LP e CD
1976 Tim Maia Racional, Vol. 2 LP e CD
1977 Tim Maia (volume 6) LP
1978 Tim Maia Disco Club LP
1978 Tim Maia em Inglês LP
1978 Tim Maia (volume 7) LP e CD
1979 Reencontro LP
1980 Tim Maia (volume 8) LP e CD
1982 Nuvens LP e CD
1983 O Descobridor dos Sete Mares LP e CD
1984 Sufocante LP e CD
1985 Tim Maia (volume 9) LP e CD
1986 Tim Maia (volume 10) LP e CD
1987 Somos América LP e CD
1988 Carinhos LP e CD
1990 Dance Bem CD
1990 Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova LP e CD
1991 Sossego LP e CD
1993 Não Quero Dinheiro LP e CD
1993 Tim Maia Romântico CD
1994 Voltou Clarear CD
1995 Nova Era Glacial CD
1997 Pro Meu Grande Amor CD
1997 Sorriso de Criança CD
1997 What a Wonderful World CD
1997 Tim Maia & Os Cariocas: Amigos do Rei CD
1997 Só Você (Para Ouvir e Dançar) CD
1998 O Melhor de Tim Maia CD
1999 Soul Tim CD
1999 Inesquecível CD
2001 Tim Maia pra Sempre CD
2001 Warner 25 Anos CD
2002 Série Identidade CD
2002 Tim Maia Canta em Inglês: These Are the Songs CD
2002 Vou Pedir pra Você Voltar CD
2003 Forró do Brasil CD
2004 Soul Tim: Duetos CD
2004 A Arte de Tim Maia CD
2004 I Love MPB CD
2006 Novo Millennium CD
2006 Dançando a Noite Inteira (Jorge Ben Jor e Tim Maia) CD

 

Ao vivo

Ano Título Formato
1992 Tim Maia ao Vivo CD
1998 Tim Maia ao Vivo II CD
2007 Tim Maia in Concert

CD

Ilana Volcov iniciou sua carreira no Barbatuques e atuou com Eduardo Gudin, gravando seu CD “Um jeito de fazer samba”, lançado também no Japão. Em “Banguê”, seu primeiro álbum solo, Ilana assina a produção musical e concepção de arranjos. Educadora musical e autora de trilhas para teatro e cinema, afirma a cada projeto, seu compromisso com a Arte e sua paixão pela Música. Ilana Volcov é uma intérprete rara, que respira e transpira música, de voz educada em registro agudo suave e emocionado, de gestos expressivos e belíssima presença de palco. Mauro Dias Há vários tipos de cantoras. Ilana encontra-se entre as cantoras de timbre bonito, ou seja de voz bonita. Uma outra característica é a necessidade de se aprofundar em todas as questões musicais, como estilos, contextos, harmonias e arranjos. É claro que uma pessoa assim tinha que estudar música como um músico e conhecer profundamente técnica vocal. Mas a grande finalidade é usar todo esse universo a serviço do seu canto. Eduardo Gudin O que admiro na Ilana é a integração que faz, com  perfeita sintonia, entre o sentir, o pensar e o executar a música. Obstinada em atingir o centro da nota, o seu canto vem naturalmente límpido e cheio de intenções sutis. Dante Ozzetti Ilana, quando você canta é como se o tempo desacelerasse, só emoção permanecesse e a vida se debruçasse na janela para escutar uma marcha rancho. Guinga. Ilana Volcov apresenta o repertório de seu primeiro CD solo, Bangüê, que traz uma preciosa coleção de histórias brasileiras. Com um olhar contemporâneo sobre a tradição, a cantora interpreta canções inéditas ou pouco difundidas de autores conhecidos e jovens compositores, contemplando artistas de diferentes gerações e regiões do país. Bangüê significa engenho da cana-de-açúcar. A palavra de origem africana aparece na canção de Capiba: “Recife, cidade lendária, das pretas de engenho, cheirando a bangüê”. Assim como as pretas, com o perfume doce da cana, contam a história da monocultura e da sociedade escravocrata, as canções de Bangüê com perfumes diversos, evocam, de forma poética e graciosa, expressões da alma brasileira. Ilana Volcov  Voz , Michi Ruzitschka  Violões e cavaquinho, Pedro Ito Bateria e percussão, Daniel Amorin Contrabaixo acústico. SERVIÇO: lana Volcov  Apresenta ‘Bangüê’ – 6 e 20 de fevereiro . 13:30h  – SESC Vila Mariana . Rua Pelotas, 141 . Vila Mariana . tel: (11)5080-3000

Boas notícias para os fãs do GUITARREIRO LUIS VAGNER. Dias: 03 – 10 – 17 – e 24 de Fevereiro de 2011 – temporada no Diquinta Bar & Danceteria. SOBRE LUIS VAGNER: Natural da cidade de Bagé no RS., tem 60 anos de idade e 50 anos de vida artística profissional internacional pois, aos 09 anos de idade Luis Vagner já tocava bateria. Cresceu eletrificou o samba com o rock, evidenciando a criação do “Sambarock” do mestre Jackson do Pandeiro. Tocou com: LUPISCÍNIO RODRIGUES, JAMELÃO, ZÉ KETTY, NELSON GONÇALVES, BIBI FERREIRA, ANGELA MARIA, ELIANA PITMAN desde ERASMO & ROBERTO CARLOS, WANDERLÉA, EDUARDO ARAÚJO & SILVINHA, JORGE BEN JOR, CESAR CAMARGO MARIANO, SKOWA, FERNANDA ABREU, e outros… desde os anos 60. Foi produtor de discos na antiga RCA VICTOR onde produziu, juntamente com MARTINO DA VILA a cantôra e compositôra ROSINHA DE VALENÇA, “Os Diagonais” (banda que revelou o cantor e compositor CASSIANO) entre outros artístas daquela companhia. Recentemente recebeu o prêmio LUPISCÍNIO RODRIGUES conferido através da Camara Municipal de PORTO ALEGRE – RS por toda a sua obra e contribuição para a divulgação da música brasileira no mundo. Entre 2007 e 2008 foi convidado da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo para cantar dentro do projeto:VIRADA CULTURAL. Em 2007 foi convidado da TV CULTURA SP. para participar com sua banda e ao lado de LÉO MAIA em uma homenagem a TIM MAIA no Programa BEM BRASIL. Convidado especial do programa “Central da Periferia” apresentado por Regina Casé para a TV Globo gravado em Porto Alegre – RS. Em 2008: O grande Mestre, Jair Rodrigues gravou o samba: “Orquestra Popular” de autoria: Luis Vagner & Bedeu; Essa música contida no Cd intitulado: “Jair Rodrigues em Branco & Preto” que é sucesso em todo o Brasil. É realmente um grande mestre das guitarras pois, conhece esse instrumento (guitarra) na sua totalidade, é dos mais criativos e competentes cantores e compositores do nosso país, então …por isso, Luis Vagner é a referência para muitos instrumentistas e e compositores brasileiros, como: PEPEU GOMES, NELSON AIRES, SIZÃO MACHADO, FRANK SOLARI,MARCELO D2, KIKO ZAMBIANCHI. JORGE BEN JOR criou em sua homenagem a canção: “LUIS VAGNER, Guitarreiro” exibida primeiramente no especial “Jorge Ben Energia” da TV GLOBO em 1985 e que foi lançado em formato Dvd recentemente. Entre Abril e Maio 2009, LUIS VAGNER participou de 15 apresentações na casa de espetáculos “Moods” em Monte Carlo (Principado di Monaco) a convite dos diretores artístico e musical: Jean Ronet Palácius e Luiz Carlos de Paula. Em dezembro de 2010 LUIS VAGNER participou do PROGRAMA TAH LIGADO! ESPECIAL DE NATAL, da allTV, apresentado por Maga Lieri & Paulo Ragassi. SERVIÇO: LUIS VAGNER AO VIVO – DIQUINTA BAR & DANCETERIA, RUA BAUMANN, Nº 1.435 – VILA LEOPOLDINA – FONES  (11)5506 – 0100 ou (11)5505 – 3229. Dias: 03 – 10 – 17 – e 24 de Fevereiro de 2011. trilhaguitarreiraeventos@hotmail.com.