Arquivo de janeiro, 2012

Com menos guitarra e mais cordas, o terceiro álbum do cantor e compositor paulistano Pélico, Que Isso Fique Entre Nós, lançado  em  julho de 2011 pela gravadora YB Music. Produzido por Jesus Sanchez, baixista da banda de Pélico, o disco se afasta do tom roqueiro de seu antecessor, O Último Dia de um Homem sem Juízo (2008), na busca por som despudoramente romântico. O detalhe é que o texto de apresentação de Que Isso Fique Entre Nós é assinado por ninguém menos do que Tulipa Ruiz. A cantora descobriu Pélico na internet, ouviu a música do artista e gostou a ponto de escrever texto que situa corretamente o disco, apontando influências como o compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) e o escritor Nelson Rodrigues (1912 – 1980). Eis o ótimo texto de Tulipa sobre Que Isso Fique Entre Nós: “A primeira vez que trombei com o som de Pélico foi na internet. Seu perfil denunciava que ele não tinha ganho nenhum festival, não era filho de ninguém e justamente por isso estava “pronto para o estrelato”. Achei divertido e isso me levou a clicar em todas suas músicas e vídeos. Gostei muito do que ouvi e passei a acompanhá-lo. Como cantora, fico impressionada com a voz de Pélico. Minha sensação foi a de que ele teve muito tempo para entender o que fazer com a própria voz e deu um jeito de experimentá-la de diversas regiões. Quando o conheci pessoalmente foi difícil associar seu rosto a todas aquelas vozes. Ele precisaria ter mil caras para justificar o que eu tinha ouvido. “Que Isso Fique Entre Nós” Para nosso desfrute, o Pélico fez um disco novo. Com todas as suas vozes. “Menos esquizofrênico”, diz ele. Duvido. Pélico esquizofreniza o amor no terceiro álbum. As boas línguas dizem que ele ouviu Ataulfo, Lupicínio, leu Nelson Rodrigues, rasgou o coração e fez um disco. “Menos guitarras e outros instrumentos”, anuncia. Vieram tubas, trompetes, trombones, clarinetas e fagotes para firular o nostálgico cenário d’amour. Produzido por Jesus Sanchez (Los Pirata), o disco traz elegantes arranjos de sopros e violinos feitos por Bruno Bonaventura e músicos poderosos como Régis Damasceno (Cidadão Instigado), Richard Ribeiro (SP Underground), João Erbetta (Los Pirata), Tony Berchmans e Guilherme Kastrup. São dezesseis músicas de amor. Ou melhor, desamor. Não, de solidão. Quer dizer, de esperança. Ou melhor, desapego. Ou pior, de saudade. Minto, de verdades. Com vocês, cinquenta minutos do novo Pélico. E que isso não fique apenas entre nós.” Tulipa Ruiz

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Depois do fenômeno Tommy, o que o The Who poderia oferecer como bis? Mais uma ópera rock. Só que desta vez, em vez de ter como tema o misticismo hippie, o quarteto inglês decidiu revisitar as raízes que forjaram sua identidade: a subcultura mod, que seduziu parte dos jovens da Inglaterra dos anos 60. Os mods adoravam R&B e soul music, mas nesse aspecto Pete Townshend, o líder do grupo e idealizador do projeto, não apelou para nada que fosse retrô. O som de Quadrophenia era o mais contemporâneo possível, pelo menos para 1973, o ano em que foi lançado. Mas mesmo Tommy teve canções com potencial para serem lançadas como single. Quadrophenia buscava uma maior unidade sonora. Por isso, à primeira audição, o disco pode parecer um tanto monótono e “sério” demais. Mas, com novas audições, ele vai crescendo, desvendando o poder de clássicos como “Love, Reign o’er Me”, “The Real Me” e “5.15”. Quadrophenia é relançado agora trazendo como bônus as demos que Townshend elaborou para o álbum.

A banda Rolling Stones nasceu em 1962 e, em 1969, um ano crucial na história da música, assumiu o manto e a coroa de maior entidade de espetáculos ao vivo de rock and roll. Neste ano, sua turnê triunfante pelos Estados Unidos desencadeou uma tempestade que lhes deu combustível até os anos 1980. Depois de um período sombrio, voltaram ao palco em 1989 e gastaram a maior parte das duas décadas seguintes fazendo turnês pelo mundo e reafirmando constantemente o seu lugar na história. Impossível esquecer seu impressionante catálogo de discos. ”Beggars Banquet”, ”Aftermath”, ”Exile on Main Street” e ”Some Girls” são apenas alguns exemplos de obras atemporais e qualquer uma delas, por si só, poderia ser considerada uma façanha capaz de definir uma carreira. O fato de cada uma marcar um momento significativo ao longo da carreira de espetáculos teatrais de um único ato é mais uma prova da grandeza dos Rolling Stones. Eles também cultivaram muitas imagens: bad boys, aristocratas internacionais, exilados e drogados, a velha guarda e o grupo a ser batido. Diante de todas as oposições e obstáculos, muitos dos quais criados por eles mesmos, os Rolling Stones sempre saíram vitoriosos. Este livro, ”Rolling Stones: 50 anos de Rock”, publicado pela Escrituras Editora, é uma história sucinta de sua atividade desde 1962 e esclarece muitos eventos-chave e façanhas artísticas da “Maior Banda de Rock and Roll do Mundo”. A obra apresenta formato diferenciado, com capa flexível e mais de 150 fotos. Serviço: ”Rolling Stones: 50 anos de Rock” – Autor: Howard Kramer – Tradução: Dinah de Abreu Azevedo – Páginas: 274 – Preço: R$ 86,00. Escrituras Editora.

Glauber Rocha entrou para a história como o diretor que inventou uma maneira de se fazer filmes no Brasil. Coube a ele a tarefa de chamar a atenção para a importância da dramaturgia, dos temas, dos argumentos que privilegiassem os personagens do povo e suas contradições. Com o esgotamento dos polos cinematográficos de São Paulo e Rio de Janeiro na década de 60, representados pela Vera Cruz e Atlântida respectivamente, Glauber deixou de lado os aparatos da “máquina de fazer sonhos”, e passou a filmar em locações com “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, o lema do Cinema Novo. O nascimento deste vulcão criativo, libertário e falastrão, que virou mito e ajudou a moldar a cultura brasileira, é o tema do livro de Nelson Motta, que fez um recorte dessa trajetória, desde o nascimento até os 25 anos, quando Glauber se consagrou no Festival de Cannes com o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol. Motta baseou-se em entrevistas com a mãe de Glauber e com os amigos de primeira hora, como João Ubaldo Ribeiro, Calazans Neto, Orlando Senna, Helena Ignez, entre outros, e acabou contestado por personagens citados e não ouvidos. Além disso, os reclamantes apontam no livro erros factuais, trocas de nomes de personagens e argumentam que a edição deveria ser recolhida. As críticas são válidas, mas não se pode negar o mérito da pesquisa. A PRIMAVERA DO DRAGÃO: A JUVENTUDE DE GLAUBER ROCHA – Editora: Objetiva – Autor: NELSON MOTTA – Ano: 2011 – Edição: 1 – Número de páginas: 368 – Acabamento: Brochura

Live At Carnegie Hall foi gravado em 2004 e conta com canções de ambos, além de hits do Talking Heads; “(Nothing But) Flowers” e “Heaven”. Caetano Veloso e o ex-vocalista do Talking Heads, David Byrne, lançarão um álbum conjunto ao vivo no dia 13 de março. Live At Carnegie Hall, gravado em 2004, tem repertório baseado nas carreiras solo de ambos e conta ainda com hits do Talking Heads. As informações são do site Pitchfork. O show conta com apresentações conjuntas e solo, que são acompanhadas pelo cellista Jaques Morelenbaum e o percussionista Mauro Refosco, que recentemente veio ao Brasil como músico de apoio do Red Hot Chili Peppers. “Sampa”, “O Leãozinho”, “(Nothing But) Flowers” e “Heaven” são algumas das músicas do repertório.

REPERTÓRIO:

1 – “Desde Que o Samba é Samba”

2 – “Você É Linda”

3 – “Sampa”

4 – “O Leãozinho”

5 – “Coração Vagabundo”

6 – “Manhatã”

7 – “The Revolution”

8 – “Everyone’s in Love With You”

9 – “And She Was”

10 – “She Only Sleeps”

11 – “Life During Wartime”

12 – “God’s Child”

13 – “Road to Nowhere”

14 – “Dreamworld: Marco de Canaveses”

15 – “Um Canto de Afoxé para o Bloco do Ilê”

16 – “(Nothing But) Flowers”

17 – “Terra”

18 – “Heaven”

Karina Buhr, Ney Matogrosso, Otto e outros artistas também participarão de show no dia 17 de fevereiro, em celebração dos 40 anos de carreira do músico pernambucano. A abertura do carnaval de Recife, no dia 17 de fevereiro, tem programada uma homenagem aos 40 anos de carreira do músico Alceu Valença. Nomes como Criolo, Lenine, Karina Buhr, Otto, Ney Matogrosso e outros se apresentarão no Marco Zero, com repertório que revisitará os principais momentos da carreira do compositor pernambucano. Antes do show, o músico Naná Vasconcelos fará a abertura com uma apresentação de maracatu. O carnaval recifense traz, entre os quatro dias de celebração, artistas como Lulu Santos, Beth Carvalho, Gaby Amarantos, Roberta Sá, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Junio Barreto, Reginaldo Rossi, Elba Ramalho, Marcelo Jeneci, Mombojó e China, entre outros. Participações especiais – como a da atriz Hermila Guedes no show de Gaby Amarantos – também estão previstas. A programação do Rec-Beat, que também faz parte do carnaval de Recife, foi divulgada esta semana. Entre os destaques, estão atrações internacionais como Silver Apples, El Guincho, Oy-Joy Frempong e nacionais como Bixiga 70, Lirinha e Agridoce, entre outros.

Festival Rec-Beat 2012

18 de fevereiro

19h30 – Stank (DJ Dolores e Yuri Queiroga)
21h – Tibério Azul
22h – Gang do Eletro
23h15 – Siba
0h30 – El Guincho (Espanha)

19 de fevereiro

20h – Embuás
21h – Sany Pitbull
22h – Silver Apples (EUA)
23h15 – Tony Tornado
0h30 – Systema Solar (Colômbia)

20 de fevereiro

17h – Rec-Bitinho: Giullari Del Diavolo (Itália) e Fadas Magrinhas
20h – Rumbanda
21h – Oy-Joy Frempong (Suíça)
22h – Agridoce

O maior sucesso da cantora, “At Last”, foi parar em 29º lugar na parada de singles. A parada da Billboard anunciou que as vendas de álbuns e músicas de Etta James aumentaram consideravelmente após a morte da cantora, na última sexta, 20. O disco The Best of Etta James – 20th Century Masters: the Millennium Collection, foi da posição 162 para a de número 46, tendo vendido oito mil cópias, desde então. Isso significa um aumento de 149% em comparação à semana anterior. A soma da venda de todo seu catálogo chegou em um total de 30 mil cópias até a semana que terminou em 22 de janeiro, o que significa um aumento de 387% em relação à semana anterior.O mesmo aconteceu com “At Last”, o maior sucesso de Etta, que ficou em 29º lugar na lista da Billboard das músicas mais vendidas, com um total de 63 mil downloads na semana passada.