Arquivo de setembro, 2012

A cantora, compositora e atriz Paula Bressann é a segunda atração do projeto Cantores & Você, realizado mensalmente no teatro Nair Bello do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Filha do baterista e professor Tio Magno Coelho e da cantora Maria Helena, Paula cresceu dentro de uma escola de musical. Em sua casa, a música que tocava era variada, ia de Chico Buarque ao jazzista John Coltrane, passando por Celine Dion. Aos 11 anos, Paula foi morar nos Estados Unidos, em Salt Lake City (Utah), onde permaneceu por oito anos. A partir daí, ao seu universo musical incorporou a música negra norte-americana, particularmente o soul e o rhythm’n’blues de artistas como Stevie Wonder e Baby Face.  De volta ao S. Paulo, formou-se em artes cênicas na Escola Superior de Artes Célia Helena. Alternando-se entre a música o teatro participou de musicais de sucesso como Garota Glamour de Wolf Maya e Rock-Show de Hudson Glauber.  Tem um disco, Paula Bressann, lançado em 2009, com produção de Fernando Palau e participações do sanfoneiro Dominguinhos, Maestro Caixote e Vanessa Jackson.  No repertório do show, músicas próprias como Tenho Medo e Sujo, além de novas versões para Granade (Bruno Mars), A históra de Lily Brown (Edu Lobo e Chico Buarque), Seu olhar (Seu Jorge), Set fire to the rain (Adele) e Overjoyed (Stevie Wonder). Informações

Local: Teatro Nair Bello
End: Rua Frei Caneca, 569 – 3° andar (Shopping Frei Caneca)
Datas: 26 e 27 de setembro de 2012
Horários: quarta e quina, às 21h30.

São Paulo – SP

Entrada Franca

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Inspiradas nas irmãs Andrew Sisters, as Cluster Sisters relembram clássicos como Boogie Woogie, Route 66 e In The Mood, além de adaptar arranjos contemporâneos ao mesmo estilo. Elas estarão dia 27 de setembro às 23 hs no Ao Vivo Music Bar. Rua Inhambu, nº 229, Moema.

Assista ao vídeo das Cluster Sisters:

A idéia surgiu em 2008, ao escutar pela primeira vez um disco das Puppini Sisters e das Sister Swing, ambos grupos contemporâneos, que relembram a Era de Ouro do Swing. Encantadas e inspiradas, as três amigas, Gabriela, Giovanna e Maitê, deram início ao projeto “Cluster Sisters”, sendo as pioneiras no Brasil a realizarem um trabalho com esta característica. Encararam como um desafio unir três vozes tão diferentes, fazendo soar como uma só voz, aos moldes das décadas de 30 e 40. As três amigas se conheceram através do Coral da Uel, do qual fizeram parte por muitos anos juntas. Esta vivência no canto coral firmou laços de amizade e aproximou seus interesses musicais, principalmente no que se refere a trabalho com várias vozes. O fato das três terem uma queda pelo estilo “vintage” contribuiu para que o projeto fosse levado com afinco, com grande envolvimento e muita dedicação. No início, fizeram um levantamento histórico dos trios vocais de swing jazz que brilharam na época, e selecionaram os seus grupos favoritos, que hoje se tornaram suas mais importantes referências. Dentre elas estão as Andrew Sisters, Boswell Sisters, Ross Sisters e The King Sisters. Posteriormente foi acrescentado ao repertório das Cluster Sisters influências não só do swing, como também do Bepbop, do Blues e do Folk, além de músicas contemporâneas arranjadas nesses estilos musicais. Ao lado dos músicos Emílio Carlos (Mizão), Filipe Barthem, Bruno Cotrim e Wesley Florencio, desenvolvem um trabalho ousado e prometem resgatar todo o charme e glamour da Era de Ouro do Swing!!!

Jazz MacFarlane estará no Ao Vivo Music  nesta quarta-feira, dia 26 de setembro às 21 horas. Nascida em 1989, em Mossman, na Austrália, Jazz MacFarlane é uma artista multifacetada. Além de cantar, ela compõe, toca piano, violão, contra-baixo e, durante a adolescência, foi dançarina de hip-hop e estudou canto lírico.

Assista ao vídeo de Jazz MacFarlane:

Aos 16 anos, saiu de casa levando seu violão e conheceu um pouco do mundo. Em dois anos, velejou pela Costa Leste da Austrália, morou na Inglaterra e na mística Índia. “Eu vi o que acontece na vida e me dei conta de que as pessoas vivem com medo do desconhecido, medo das coisas”, diz. Ao voltar para Austrália, em 2009, Jazz ganhou uma bolsa de estudos em um conservatório musical. Lá, conheceu um brasileiro que a convidou para se apresentar no nordeste do país. Um ano depois, Jazz veio para o Brasil e fez suas primeiras apresentações no Sul da Bahia, em Porto Seguro e em Belmonte, onde ganhou um festival cantando em português a música “História de uma Gata”, de Chico Buarque de Hollanda. Após oito meses de turnê, a artista voltou para a Austrália, mas com a intenção de voltar para o Brasil – desta vez para morar. Em 2011, quando conseguiu montar uma equipe com músicos e produtores brasileiros, Jazz mudou-se para São Paulo. Sua preferência musical é bem eclética e abrange desde as divas inglesas Amy Winehouse e Adele até os roqueiros do Pink Floid e Red Hot Chili Peppers. Também tocam em seu iPod, Ani de Franco, Jack Jonhson, Keziah Jones e Keith Miller. Os artistas brasileiros que mais a encantam são Vanessa da Mata, Natiruts, O Rappa, entre outros. Jazz traz para sua vida o ensinamento de grandes personalidades, como do físico Albert Einstein, do escritor indiano Deepak Chopra e da ativista espiritual Marianne Williamson. “A vida é o que você que faz acontecer. É necessário ter gratidão pelas coisas boas da vida para que ocorram mais situações positivas”, afirma a artista.

Neste sábado às 18hs. pela www,mkkwebradio.com.br o artista em destaque no PROGRAMA SINTONIA TAH LIGADO é GUCA DOMENICO. Guca Domenico nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, no dia 23 de maio de 1959. Formou-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Libero. Colaborou na Folhinha de São Paulo, O Matraca, Globo Rural, Caros Amigos e há mais de dez anos escreve crônicas no jornal Debate de sua terra natal.

Ouça Guca Domenico:

Suas primeiras composições são de 1977, após a mudança da família para São Paulo. Em 1979, com Carlos Melo, Laert Sarrumor e Pituco, criou o grupo Língua de Trapo, onde tocou e cantou até 1981. Algumas de suas composições foram gravadas no long-play de  estréia do Língua de Trapo: “Quem Ama não Mata  (Tango do Bidê)”, “Tragédia Afrodisíaca”, “O que é isso, companheiro?” e “Romance em Angra”. Posteriormente, o grupo gravou “Fado da Falência”, “Fim de Século” e “Ouriço na Vila Madalena”. Lançou quatro álbuns solo: “Levando Às Íntimas  Conseqüências (Veloz)” (1992), “Te Vejo” (2001),  “Vislumbres” (2008) e “Eterno Retorno” (2011).  Tem músicas gravadas por Pena Branca (no álbum vencedor do Grammy Latino, 2002), Tetê Espíndolla  e Almir Satter, Passoca, Ana de Hollanda e Kapenga e  Gereba (do Bedengó), entre outros. Na Itália, foi gravado pelo sardo Gigi Acquas. Lançou os livros “Sete Poemas e Uma Flor” (1989), “Um Campeonato de Piadas” (1999),”Gato Pardo” (2000),”1001 Desculpas Esfarrapadas” (2003), “O jovem Noel Rosa” (2003),”O jovem Martin Luther King” (2004) – com o pseudônimo de Christy Withman, “O jovem Santos Dumont” (2005), “1001 Desculpas Esfarrapadas de Políticos (2006), participou da coletânea de contos “Zodíaco” (2006), “Olha o desperdício, Coelho Felício” (2007), “Breve História da Bossa Nova” (2008) e “A Poluição Tem Solução” (2008).  Foi professor de música na Scuola Italiana Eugenio Montale, São Paulo, e venceu o I Concurso de Dramaturgia do Estado de São Paulo, com o texto teatral “Meias Mentiras”.

Foram cinco dias de uma grande cobertura na 29ª EXPOMUSIC pela MKKWEB RÁDIO. Muitas entrevistas, como Beto Bertrami, Arthur Maia, Skank, entre outros grandes músicos, e bandas que estiveram nessa Festa da Música. A receptividade da Rádio foi excelente, por isso os mais sinceros agradecimentos aos organizadores na pessoa de Jota Silvestre. Foi uma nova experiencia para todos os comunicadores da MKK, além do Diretor Geral Markko Mendes. São os frutos colhidos de muita batalha e seriedade de uma Web Rádio que em dezembro completará 2 anos de vida! Não se pode esquecer o agradecimento aos nossos internautas que bombaram o chat! A qualidade da rádio é feita para voces! É ISSO AI!!! PARABÉNS MKKWEB RÁDIO, SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR!

Uma nova pesquisa divulgada pelo site Musicmetric, especialista em análise de fluxo de downloads na internet, revelou que o Brasil aparece em quinto lugar entre os países que mais baixam músicas ilegalmente. À frente dele estão Estados Unidos, Reino Unido, Itália e Canadá. Os dados são referentes aos seis primeiros meses deste ano. No Brasil, foram quase 20 milhões de downloads, enquanto o líder da lista soma quase 100 milhões. Mas a entidade responsável pelo levantamento dos dados alerta que os números se restringem a downloads por torrent. A pesquisa revelou ainda quem são os artistas preferidos dos internautas, e a campeã foi Rihanna, que teve seu último álbum, Talk That Talk, baixado quase 1,25 milhão de vezes. No Brasil, o mais popular foi o DJ norte-americano Billy Van, que embora não seja tão conhecido conseguiu o posto ao firmar acordo com programas de torrent para distribuir desta forma sua música gratuitamente. Outros dados interessantes ainda foram revelados. O número total de downloads no mundo inteiro foi de 405 milhões, que distribuíram cerca de 705 mil artistas diferentes. Dos arquivos baixados, aproximadamente 78% foram álbuns inteiros, enquanto 22% foram músicas únicas. Sou da geração da fita K-7, das idas à Loja Hi-Fi para ouvirmos os LPs e as grandes novidades, e isso era considerado ilegal na época? Lógico que não!! Agora eu pergunto: Como uma máster sai de uma gravadora, antes do CD ser lançado e já está nas mãos dos vendedores ambulantes? Qual a gênese da pirataria?  O download ou a estratégia de marketing? Tem muita duplinha sertaneja que hoje é contra a pirataria, mas utilizou-se desse “modus operadi” para divulgar o seu trabalho. Não é na venda de Cds que hoje o artista ganha dinheiro, e sim na venda de shows. É lógico que temos que prestigiar a todos os profissionais que trabalharam para o álbum, diretor musical, engenheiro de som, músicos, TODOS, mas dizer que o download de uma música sem fins lucrativos é algo ilegal é a mais pura e cristalina hipocrisia. 

Um dos maiores movimentos culturais do Brasil ganha vida nesse documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, entre outros, misturam tradições populares às novidades internacionais criando o Tropicalismo, que abalou as estruturas da música popular brasileira influenciando várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas canções do período, Tropicália nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.

Assista ao trailer de Tropicália:

O cinema brasileiro foi pródigo na seara dos documentários musicais na última década. De Nélson Freire a A Música Segundo Tom Jobim, muitos foram os artistas homenageados e relembrados pelos mais diversos diretores. Entretanto, apesar da quantidade, poucos foram os filmes que buscaram compreender movimentos musicais da história do país. Tropicália vem suprir um pouco esta lacuna, ao apresentar o movimento liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil que teve início em 1967 e chegou ao fim apenas dois anos depois, graças ao exílio imposto pela ditadura militar. Assim como boa parte dos documentários musicais, o filme aposta firme nos depoimentos das pessoas envolvidas com a Tropicália. Desta forma é explicado de onde veio o nome, as influências além da música, os conceitos teóricos – “é uma salada antropofágica, uma mistura dos erros cometidos pelo país” -, os artistas que faziam parte do grupo e aqueles que o apoiavam. Entretanto, o grande pulo do gato do diretor Marcelo Machado é mostrar tais explicações a partir das imagens da época. Ou seja, ao invés de “parar” o filme para acompanhar alguém falando, o espectador tem a chance de ver cenas do período com o áudio comentando sobre aquele momento em especial. Este simples artifício dá ao filme uma dinâmica incrível, auxiliado por uma edição esperta e algumas brincadeiras visuais bacanas, como a inserção de um curativo na borda de uma imagem antiga de má qualidade. Além da narrativa ágil, Tropicália conta com algumas pérolas da música brasileira. Entre elas a célebre apresentação de Gilberto Gil com os Mutantes ao cantar “Domingo no Parque”, exibida também no documentário Uma Noite em 67, e cenas de Caetano no III Festival Internacional da Canção, onde é vaiado ao cantar “É Proibido Proibir”. As dezenas de fotos e imagens de arquivo revelam também um minucioso trabalho de pesquisa, crucial para a compreensão não apenas do movimento mas da própria época retratada. Já em sua reta final, o filme ganha peso ao retratar o manto da ditadura agindo sobre os músicos e o quanto ela influenciou em suas vidas. Este é o único trecho em que a câmera acompanha os entrevistados, pela relevância do que é dito, como no depoimento de Tom Zé, ou das reações faciais, no caso de Gil e Caetano ao verem cenas após o retorno do exílio. Como um todo, Tropicália alcança seu objetivo: retratar o movimento sem ser careta, com um pouco da mistura e da alegria que seu próprio objeto de estudo representava. Um bom filme, para iniciantes e iniciados no tema.