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Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, Premê, Grupo Rumo,  Paulo Barnabé, Luiz Tatit, Ná Ozetti, Fernando Meirelles, Marcelo  Tas, Passoca, Roger Moreira, Eduardo Gudin, Wandi Doratiotto,  Cida Moreira, Lanny Gordin, Nelson Ayres, Amilson Godoy, Kid  Vinil, Vânia Bastos, Tetê Espíndola, Alzira Espíndola, Alice Ruiz, Bia  Aydar, Elias Andreatto, Paulo Le Petit, Hélio Ziskind…

Sete anos de intensa atividade artística e intelectual passadas a limpo  ao longo de 97 minutos do documentário musical Lira Paulistana e  a Vanguarda Paulista. A tarefa parece difícil, mas o diretor Riba de  Castro – um dos sócios do Lira, pequeno espaço cultural que agitou  a vida da cidade de São Paulo entre os anos de 1979 e 1986 – amarra  bem as diversas e divertidas histórias contadas com prazer e brilho  nos olhos pelas personalidades (e que turma!) elencadas acima. Ter uma grata lembrança sobre o Lira parece um ponto em comum  a todos os entrevistados. Afinal, foi lá que muitos desses artistas  deram os primeiros passos de suas carreiras. Tempos duros, de muito  trabalho, mas também de grandes descobertas e muita criatividade. E eles descobriram tudo junto, no palco do pequeno porão, no bairro  de Pinheiros, em São Paulo, transformado para abrigar o Teatro Lira Paulistana.

“Era uma catacumba. Lá aconteciam coisas que não aconteciam na superfície”, diz Luiz Tatit, o mentor do Grupo Rumo, sobre a liberdade de criação que habitava o porão do Lira. Todos eram bem recebidos. Os artistas independentes, que não tocavam nas rádios e na televisão, que não faziam música comercial. Os ‘marginais’, como chegaram a ser chamados à época. E o Grupo Rumo é um dos grandes exemplos dessa vontade de  criar e de se expressar que chegava no momento em que o regime  militar brasileiro dava claros sinais de cansaço. A Vanguarda

Paulista, capítulo importante do filme, mostra que além do Rumo,  Língua de Trapo, Premeditando o Breque (Premê), Tetê Espíndola  e Itamar Assumpção encontraram no Lira o ambiente ideal para a sua inventiva música. Menos Arrigo Barnabé, que nunca chegou a  se apresentar por lá por um simples motivo: a Banda Veneno, que o  acompanhava nos shows, não cabia no pequeno palco, como explica o documentário.

O diretor Riba de Castro, que durante todos esses anos guardou o acervo do teatro, faz questão de apresentar todas as outras crias do Lira: a gravadora – que lançou o primeiro disco de Itamar Assumpção, o clássico Beleléu, leléu, eu; a gráfica, que colocou no mercado o primeiro livro do cartunista Glauco, além de botar na rua o Jornal Lira Paulistana, que antecipou o que hoje se conhece como os guias de cultura publicados por diversos jornais e revistas.

E engana-se quem pensa que a turma do Lira ficou restrita a São Paulo. O documentário mostra que, em seus últimos anos de existência, o espaço antecipou o que iria dominar as estações de rádio do país na primeira metade de década de 80: o rock nacional.

Foi lá no porão que, ironicamente, as gravadoras foram buscar bandas como Titãs – os então garotos Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Nando Reis aparecem em imagens de arquivo teorizando sobre o que é o sucesso – Ultraje a Rigor e Inocentes.

O documentário Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista, do diretor Riba de Castro, nos convida a vasculhar sebos, lojas de CD, registros publicados no YouTube para relembrar ou conhecer a turma que agitou a vida cultural de São Paulo nos anos 80. Salve o Lira!

A HISTÓRIA DO LIRA PAULISTA

“A felicidade do homem é uma felicidade guerreira. Viva a Rapaziada! O gênio é uma grande besteira.” (Oswald de Andrade)

A frase do escritor paulistano Oswald de Andrade, o irreverente príncipe do modernismo brasileiro, pode muito bem explicar o que norteou o surgimento e os sete anos de existência do Lira Paulistana.Em 1979, Waldir Galeano, um ex-administrador de empresas, e Wilson Souto Jr, o Gordo, um ex-estudante de engenharia e músico, idealizaram uma pequena sala de espetáculos que fosse viável para a apresentação de novos trabalhos. Com pouco dinheiro disponível, alugaram um porão de uma loja de ferragens localizado na rua Teodoro Sampaio, número 1091. Reformaram o local e criaram ali o Teatro Lira Paulistana.

“É fogo Paulista!”, espetáculo teatral musical de criação coletiva, dirigido por Mário Mazetti, foi a peça que inaugurou o Lira. Durante três meses, o espetáculo ficou em cartaz, sempre de quarta a domingo. Aos poucos, as segundas e terças-feiras ociosas do novo espaço começaram a ser ocupadas por grupos musicais que não tinham possibilidade de se apresentar nas salas convencionais existentes na cidade. Como o Lira era um teatro pequeno, barato e com uma boa infraestrutura, ele se tornou um espaço ideal para quem queria dar os primeiros passos na carreira musical. Foi assim que o Lira virou um ponto de encontro dos músicos e da nova música paulistana.

Mesmo assumindo sua vocação musical, o Teatro do Lira sempre foi múltiplo, abrigando em suas arquibancadas e na pequena semi-arena do acanhado porão as mais diversas manifestações e tendências. O Lira foi teatro, cinema, sala de exposições e palco de debates. O Lira abrigou a tudo e a todos. Tentou ser a coletânea paulistana contemporânea de qual falava o poeta paulistano Mário de Andrade no seu livro Lira Paulistana. De centro, o pequeno espaço na rua Teodoro Sampaio passou a ser o epicentro, o irradiador de cultura. A divisão musical foi reforçada com a criação de uma gravadora própria.

O primeiro disco do selo Lira Paulistana, que tinha uma parceria com a gravadora Continental, foi lançado em 1980, Beleléu, leléu, eu, do músico e compositor Itamar Assumpção. A iniciativa fez com que outros dois integrantes chegassem para reforçar a equipe do Lira: o quase filósofo Francisco Caldeira – o Chico Pardal – e um engenheiro, Plínio Chaves.

Logo em seguida, chegaram Riba de Castro, artista gráfico e produtor cultural, e o jornalista Fernando Alexandre, com projetos e ideias de um jornal que mostrasse o tamanho da diversidade cultural paulistana. Dessa maneira, estava formado o núcleo central do Lira: Gordo, Chico Pardal, Plínio Chaves, Riba de Castro e Fernando Alexandre. Mas o Lira não ficou apenas no pequeno porão. Primeiro, para abrigar a redação do jornal recém-criado, uma casa na praça Benedito Calixto recebeu uma pequena máquina impressora. Foi nessa casa também que os discos e livros que o grupo produzia eram vendidos. O local abrigou ainda um grupo de teatro do próprio Lira.

 

O Jornal Lira Paulistana foi para as ruas e junto com ele a música que era mostrada no porão da Teodoro Sampaio. Foi aí que o espaço ficou pequeno. A música do Lira invadiu praças e ruas. Festa na Praça, Música na Paulista, Música na USP, Reveillon no Bexiga, Instrumental na Praça, Verão MPB I e II, em Santos e Praia Grande. O Lira começava a sair de São Paulo.Com o sucesso dos shows e dos artistas que passavam pelo Lira, e por lá passaram nomes como Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Premê, Paulo Caruso, Tetê Espíndola, Cida Moreira, Ultraje a Rigor, Titãs, Cólera, Grupo Pau Brasil, Ratos de Porão, Jorge Mautner, Carlos Nóbrega, Tom Zé e Jards Macalé, Aracy de Almeida, entre outros, a gravadora se associou à Continental em busca de uma estrutura para uma melhor produção e distribuição dos discos.

Os tempos mudaram e o Lira passou a concorrer com novos espaços culturais que começaram a surgir pela cidade. O acordo com a gravadora Continental não rendeu o que era esperado e os grupos ligados ao Lira começam a buscar novos caminhos. O núcleo central do Lira começou, então, a se diluir. Wilson Souto Jr assumiu a direção artística da Continental e passou a se dedicar menos ao Lira. Em seguida, Fernando Alexandre saiu do grupo e foi trabalhar na Fundação Cultural de Curitiba. Logo depois, Plínio e Riba de Castro se afastaram. Chico também foi trabalhar na Continental.

O famoso teatro da Teodoro Sampaio resistiu por algum tempo ainda, passando a ser administrado por membros remanescentes, entre eles o Wilson Justino e o Eduardo Schiavone Cardoso, que trabalhava no Lira praticamente desde o seu começo. Em setembro de 1986, o Teatro Lira Paulistana fechou definitivamente as suas portas.

A VANGUARDA PAULISTA

Ser um artista independente. Atualmente, essa condição tem um ar cult. Também é uma alternativa quase vital na carreira de muitos artistas, já que, com o declínio das gravadoras e a pirataria prejudicando seus faturamentos, as companhias só investem no que gera lucro rápido e garantido. Mas houve um tempo em que ser um artista independente significava muito mais do que tentar se inserir no mercado. Significava ter liberdade de criar, de ser marginal dentro de um esquema pré-estabelecido, de ir contra o mercado. No início dos anos 80, uma turma de jovens artistas – em sua maioria estudantes de comunicação – conseguiu se estabelecer dessa maneira: à margem, sem concessões, fazendo aquilo que acreditava.

A chamada Vanguarda Paulista, que teve Arrigo Barnabé como seu maior expoente, trouxe também ao cenário musical nomes como Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Premeditando o Breque (Premê) e Língua de Trapo.

Totalmente distante do que as rádios tocavam e as gravadoras apostavam como produto comercial – a MPB tradicional reinava, com a consolidação das carreiras de grandes artistas como Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Clara Nunes, Ney Matogrosso, Simone, entre outros –, a música produzida por esses artistas encontrara na estrutura oferecida pelo Lira Paulistana o ambiente ideal para suas manifestações artísticas.

A produção dessa turma era tão plural que, mesmo todos recebendo o carimbo de Vanguarda, não é possível estabelecer uma unidade entre a música que faziam. Não era um movimento orquestrado. Era uma movimentação. E mais: era uma vanguarda que matinha uma capacidade de comunicação com o público. A música do paranaense Arrigo, por exemplo, fazia releitura de peças clássicas e ficou marcada por seus arranjos dodecafônicos e atonais. Um trabalho bastante experimental. O disco independente Clara Crocodilo, gravado com a Banda Veneno, se tornou um clássico da música popular brasileira.

Já Itamar Assumpção fazia uma mistura de samba, rock, funk e reggae. O músico lançou seu primeiro LP em 1980. Beleléu, leléu, eu – gravado com acompanhamento da banda Isca de Polícia – foi também o primeiro disco lançado pelo selo Lira Paulistana, criado para abrigar artistas e bandas que não se encaixavam – ou não se rendiam – ao esquema das gravadoras.

O Grupo Rumo, que tinha em sua formação Luiz e Paulo Tatit, Ná Ozetti, Gal Oppido, Hélio Ziskind, Akira Ueno, Ciça Tuccori, Pedro Mourão, Zecarlos Ribeiro e Geraldo Leite, trabalhava bem as melodias vocais e trazia canções quase faladas, com grande influência da música popular brasileira. Liderado por Wandi Doratiotto, o Premeditando o Breque (Premê) emplacou o maior sucesso da turma da Vanguarda. São Paulo, São Paulo, uma versão bem humorada da famosa New York, New York, virou uma marca registrada do grupo que tinha claras influências da música regional e do samba.

Por fim, o irreverente Língua de Trapo abusava do escracho em suas letras em um som que misturava pop e rock. A canção O que é isso, companheiro, lançada no primeiro LP da banda, em 1982, satirizava Fernando Gabeira, recém-chegado do exílio político, além de mostrar que uma produção independente, com personalidade artística, era possível, a turma da Vanguarda Paulista influenciou artistas surgidos nos anos 80 para cá, como, por exemplo, Zélia Duncan, Cássia Eller, Marisa Monte, Los Hermanos e Tulipa Ruiz.

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Amigos, vamos VOTAR!!! O PROGRAMA TAH LIGADO está concorrendo ao PRÊMIO DYNAMITE 2013 NA CATEGORIA MELHOR PROGRAMA DE TV!! AJUDEM A DIVULGAR E VOTEM. VOTOS VÁLIDOS ATÉ O DIA 15 DE JULHO DE 2013!!

COMO VOTAR

Para votar no “Prêmio Dynamite” você precisa cadastrar seu email no formulário NO SITE http://premiodynamite.com.br, após alguns minutos você receberá uma senha através do email cadastrado que será necessária para acessar o site, o site validará e verificará que seu email realmente existe e assim você está liberado para votar. Só é válido um voto pra cada categoria pelo mesmo email.

Ao acessar o site com email e a senha do sistema, você será automaticamente direcionado para a página que lista todos os concorrentes de acordo com a categoria selecionada, com isso você escolherá o seu e efetuará o voto. Lembramos que só é possível votar uma vez em cada categoria, mas não é necessário você votar em todas as categorias.

Por medida de segurança, nossa ferramenta também possui uma limitação onde não será aceito voto de origem do mesmo IP (seu endereço na internet) no período de 1 hora na mesma categoria, ou seja, se uma pessoa votar utilizando o seu computador ou conexão, outra pessoa (ou e-mail) só poderá votar depois de 1 hora.

Votação até 15 de julho de 2013

Nesta sexta-feira às 16h no PROGRAMA TAH LIGADO, Anabel Bian & Paulo Ragassi recebem o cantor e compositor KLEBER ALBUQUERQUE pela www.alltv.com.br .O cenário da música popular brasileira conta com artistas de talento incontestável. Kléber Albuquerque é um deles, sendo compositor, instrumentista, intérprete. Criando o tempo todo com o que a vida oferece: amor, dor, alento, mansidão, conquistas, erradas, acertos, e tantos outros regalos e terrenos áridos que são oferecidos aos seres humanos. Nascido em Santo André, São Paulo, começou sua jornada musical muito cedo, sendo frequentador do metiê rock’n roll, porém sem se abnegar do gosto por outras afluentes da música. Da música caipira aos roques, ele ouvia de tudo e se permitia influenciar. O que há de original em sua música e em sua poesia vem justamente dessa abertura que, desde sempre, faz parte da sua biografia. Seu primeiro disco, “17.777.700”, foi lançado em 1997 e contou com a produção musical de Mário Manga. Desde então, ele lançou outros quatro discos: “Para a inveja dos Tristes” (2000), “O centro está em todas as partes” (2003), “Desvio” (2007), e o lançamento recente, pelo selo Sete Sóis, “Só o amor constrói” (2009). “Barriga de fora”, do álbum “17.777.700”, foi a que ganhou maior notoriedade na época do lançamento do disco, chegando a ficar entre as mais-mais de uma importante emissora de rádio. Com “Xi, de Pirituba a Santo André”, oriunda de uma parceria com Rafael Altério, Kléber foi finalista do Festival da Música Brasileira promovido pela Rede Globo. Kléber Albuquerque, no decorrer de sua carreira, participou de diversos projetos paralelos. Entre eles, o disco UmdoUmdoUm, o primeiro do milênio, gravado ao lado de Élio Camalle, Luiz Gayotto e Madan. No teatro, foi responsável pela trilha sonora e direção musical de espetáculos, sendo um deles premiado pela APCA e Femsa 2009. Compositor que vem se destacando entre a leva dos contemporâneos, tem suas canções gravadas por Eliana Printes, Ceumar, Fábio Jr., Márcia Castro e Zeca Baleiro, entre outros. As parcerias também têm sido marcantes. Kléber já compôs canções com Zeca Baleiro, Chico César e Dante Ozzetti, e tem composições de sua autoria gravadas por Eliana Printes, Márcia Castro, Fábio Jr., Ceumar e Zeca Baleiro, entre outros. Kléber Albuquerque lançou recentemente seu novo cd, “Só O Amor Constrói”, em parceria com os músicos da Miniorkestra de Polkapunk e com participações especiais de Renato Brás, Fred Martins e André Sant’Anna. Em 2010, foi vencedor do 1º lugar do FAMPOP, com a canção “Vazante”.

Maria Cristina Ozzetti nasceu em São Paulo, em 12 de dezembro de 1958. Ná chegou de mansinho, junto com o grupo RUMO, direto para a MPB. A cantora tímida do começo dos anos 80 é uma das vozes mais consagradas da nova geração. Com presença de palco e tons impecáveis, Ná caminha com desenvoltura pelos clássicos da MPB até o rock de Rita Lee, ou a dissonância e genialidade de Itamar Assumpção.

Assista o video de Ná Ozzetti interpretando “Milágrimas”:
http://youtu.be/61WEQUjiXas

Com o disco “Ná”, de 1994 levou três prêmios Sharp – reconhecimento merecido de uma carreira e dedicação únicas. Em 2000, foi escolhida como a melhor intérprete, no Festival da Música Brasileira, da Rede Globo. Ela recria cada uma das músicas que interpreta – e traz no fundo de sua voz, a doçura da fala do Rumo – sua melodia é a prova definitiva que existe alguma coisa na vida que precisamos procurar, uma voz no fundo da alma, sons, cores e alegria.

Arrigo Barnabé nasceu em Londrina, PR, em 14 de Setembro de 1951. Em São Paulo, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (1971 a 1973) e a Escola de Comunicações e Artes (1974 a 1979), onde fez o curso de composição, no Departamento de Musica. Ainda na década de 1970, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a musica Diversões eletrônicas. Lançou seu primeiro LP, Clara Crocodilo, em 1980.

Assista a um video de Arrigo Barnabé no Programa Fábrica do Som da década de 80:
http://youtu.be/zNT031If3TM

Excursionou pelo Brasil em 1983, ano em que compôs a Saga de Clara Crocodilo para a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo e grupo de rock. Ainda em 1983, recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado RS pela musica do filme Janete, de Chico Botelho. No ano seguinte, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco, Tubarões voadores (selo Barclay), eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo. Em 1985 foi premiado no Riocine Festival pela musica do filme Estrela nua, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins. Um ano depois, a APETESP deu-lhe o prêmio de melhor composição para teatro, pela musica de Santa Joana. No mesmo ano, lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho. Dois anos depois, no Festival de Cinema de Brasília DF, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo. No Festival de Cinema de Curitiba PR de 1988, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora pela musica do filme Lua cheia, de Alain Fresnot. Com Itamar Assumpção, participou de shows por todo o Brasil, em 1991. No ano seguinte, lançou o CD Façanhas. Em 1993 apresentou-se no Podenville, em Berlim, Alemanha. Sua peça Nunca conheci quem tivesse levado porrada, para a Orquestra Jazz Sinfônica, banda de rock e quarteto de cordas, teve apresentação no Memorial da América Latina, em São Paulo, em 1994. Em 1995 participou do Primeiro Festival de Jazz e Música Latino-Americana, em Córdoba, Argentina. No Teatro Municipal, de São Paulo, apresentou sua peça Musica para dois pianos, percussão, quarteto de cordas e banda de rock. Trabalhou então com um grupo heterodoxo: um quinteto de percussão (do qual fazia parte), um quarteto de cordas de São Paulo e a Patife Band, de rock pesado, liderada por Paulo Barnabé, seu irmão. Apresentou-se em 1996 no Teatro Rival, na serie Encontros Notáveis, em duo de pianos com Paulo Braga. No mesmo ano, dividiu com Tetê Espíndola um show no Centro Cultural São Paulo. Com trabalho singular na musica brasileira, tem composições de características que vão do dodecafonismo a atonalidade. Sempre na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular, na década de 1990 escreveu quartetos de cordas e peças para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo. Em 1997, depois de quatro anos sem gravar, lançou o CD Ed Mort, do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot.

Neste sábado, dia 05 de maio, às 18 hs. pela http://www.mkkwebradio.com.br, Paulo Ragassi & Anabel Bian, apesentam no SINTONIA TAH LIGADO!, o melhor da Vanguarda Paulista dos anos 80.

Assistam um video de Itamar Assumpção e Banda Isca de Polícia, gravado em 1983:

Vanguarda Paulista é uma denominação cunhada por alguns jornalistas e críticos de música da cidade de São Paulo, no início da década de 1980, que procuraram  aglutinar sob um mesmo rótulo trabalhos tão diferentes como os de Arrigo Barnabé,  Itamar Assumpção, grupo Rumo, Premeditando o Breque (Premê) e Língua de Trapo,  além de mais alguns nomes a eles ligados, tais como Susana Salles, Eliete Negreiros, Vânia Bastos, Hermelino Neder, Tetê Espíndola, entre outros. tais músicos apareceram na cena musical paulistana  como parte integrante da contracultura de fins da década de 1970. Ou seja, inseridos no  campo dos chamados  alternativos e  independentes, essa geração de compositores e intérpretes, grosso modo, surgiu a partir de 1979, quando o teatro Lira Paulistana –  localizado no bairro de Pinheiros em São Paulo – passou a funcionar como um agente  catalisador da cultura universitária underground da época, abrindo espaço para vários  novos músicos que “militavam” na cidade já há algum tempo, como é o caso da grande  maioria dos integrantes dessa  geração pós-tropicalista.

Nesta sexta-feira dia 03 de fevereiro às 16 hr pela http://www.alltv.com.br no PROGRAMA TAH LIGADO, Paulo Ragassi e Anabel Bian recebem nos estúdios da allTV a cantora e compositora LUCINA. LUCINA é compositora, cantora, pesquisadora e psicodramatista. Tornou-se conhecida através de suas canções, sucessos nas vozes de Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Nana Caymmi, entre outros; das gravações realizadas pela dupla Luli e Lucina da qual fez parte por muitos anos e através de seus 5CDs e DVD.Há muitos anos desenvolve um trabalho de oficinas de criatividade e composição musical e preparação vocal de atores e cantores. Lucina Iniciou sua carreira profissional como a cantora Lucinha, integrante do Grupo Manifesto, vencedor do Festival Internacional da Canção de 67. Com o grupo fez parte do elenco de apresentadores e cantores do programa musical semanal “O Mundo é Nosso” exibido na TV Continental e posteriormente na TV Excelsior. Contratada pela gravadora Phillips, Lucina inicia carreira solo com o pseudônimo de Lucelena. Assim, grava uma série de discos de Festivais e estréia como compositora ao ser classificada no VIII Festival da TV Record com uma música em parceria com Luis Vieira e em seguida é contratada pela TV Record de São Paulo. Em 72, forma a dupla Luli e Lucinha que, ao optar por gravar um disco independente no país no começo dos anos 80 assume um papel importante ao implantar essa possibilidade de produção no país. Com Antonio Adolfo, Danilo Caymmi, Francisco Mário, cria a Associação de Músicos Independentes que vai legitimar a produção musical independente como alternativa do mercado fonográfico brasileiro. A partir de 1982 passa a assinar seu nome artístico como Lucina. Ao longo de 25 anos, a dupla Luli e Lucina grava quatro LPs e três CDs, se apresenta em centenas de teatros, salas culturais, bares, festivais ao ar livre, projetos de várias Secretarias de Cultura e Instituições por todo o Brasil. Em 1986 produzem e apresentam o programa semanal radiofônico “Conversinha” (rádio USP/SP) e a partir de 1990 expandem internacionalmente seu trabalho nos palcos europeus, em países como Alemanha, França, Suíça e Holanda. Em 1998, Lucina lança seu primeiro CD solo Inteira pra Mim (Dabliú Discos) indicado para o prêmio Sharp de música de 99. Em 2002, lança o CD Ponto sem Nó (Rádio MEC) e em 2004 Gira de Luz (Luzes). De 7/2002 a 2/2003 idealiza e assina a direção musical e roteiro do programa musical Intimidade é Fato, gravado no teatro do SESC Pompéia, SP e exibido através do Canal Multishow. Em 2007 lança o CD A Musica em Mim (Duncan Discos) com a direção musical da maestrina Bia Paes Leme e produção de sua parceira Zélia Duncan. É selecionada para o Premio VISA de Compositores entre mais de 4000 inscritos e chega às semifinais. Em 2008 grava o DVD A Musica em Mim pelo Canal Brasil de televisão em show ao vivo com a participação de Ney Matogrosso, Joyce e Zélia Duncan. Nesse ano participa da expedição Água dos Matos, projeto contemplado pela Natura que veio unir a cultura com a consciência ecológica. Desce os rios Cuiabá e Paraguai levando às populações ribeirinhas nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, gratuitamente, oito shows musicais e oficinas de voz e corpo, de artes plásticas e de educação ambiental. Esse projeto gerou um DVD sobre as condições ambientais da região. Em 2010 lança o CD + Mais do que Parece (Flautim 55) onde registra repertório inédito em parceria com Zélia Duncan.