Posts com Tag ‘Tropicalia’

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Na Choperia do SESC POMPÉIA o lançamento do CD O Filho do Holocausto. O show, reunião histórica de Mautner e Gil ( que também participa do CD) reúne algumas músicas das muitas que foram compostas desde 1958 como o Vampiro, Olhar Bestial, Sapo Cururu, até músicas mais recentes, como o Eu Não Peço Desculpa do CD em parceria com Caetano Veloso, sendo a trilha do filme homônimo com direção de Pedro Bial. Choperia. Venda de ingressos a partir das 14h do dia 22/03. (A Choperia é classificada como casa noturna em função da venda de bebidas alcoólicas. A acomodação será em pista, havendo ainda 140 assentos disponíveis. Abertura da casa às 20h30).

Proibido para menores de 18 anos

R$ 32,00 (inteira); R$ 16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

02/04, 03/04, 04/04. Terça, quarta e quinta às 21h30.

CHOPERIA DO SESC Pompeia –

R. Clélia, 93 – Perdizes  São Paulo, 05042-000, Brasil
+55 11 3871-7700

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gil70

 

Exposição comemora os 70 anos de Gil e abre na próxima quarta, 12. Abre na próxima quarta, 12, uma exposição no Itaú Cultural, em São Paulo, para comemorar os 70 anos de Gilberto Gil. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, GIL70, concebida e organizada pelo poeta e designer gráfico André Vallias, traz 23 trabalhos inspirados pelo artista. Entre eles estão um grafite assinado por Onesto e 15 grafiteiros do Projeto Quixote, um poema visual de Arnaldo Antunes, corações em movimentos rítmicos criados por Adriana Calcanhotto, entre outros. A curadoria contou com a colaboração do pesquisador e ensaísta Frederico Coelho e da arquiteta Nelci Frangipani. A mostra fica em cartaz até 17 de fevereiro do ano que vem. Assinam ainda as obras Andrucha Waddington, Antonio Dias, Antonio Peticov, Ariane Stolfi, Bené Fonteles, Carlos Adriano, Caetano Veloso, Carlos Nader, Daniel Scandurra, Eduardo Denne, Gabriel Kerhart, Gualter Pupo, Ivan Cardoso, Lenora de Barros, Luiz Zerbini, Lula Buarque de Hollanda, Omar Salomão, Raul Mourão, Ricardo Aleixo, Vivian Caccuri e André Vallias. GIL70 também conta com uma extensão online. Textos assinados por Gil, além de crônicas feitas especialmente para a exposição por Rita Lee, José Miguel Wisnik, Marisa Alvarez Lima, Hermano Vianna, Jerusa Pires Ferreira, Carlos Rennó, Fernanda Torres, Andre Midani, Inês Pedrosa, Arto Lindsay, Bernardo Oliveira, Francisco Bosco, Jorge Mautner, Evando Nascimento, DJ Dolores e Paquito Moura pode ser lidos aqui.

 

GIL70

Entre 12 de dezembro 2012 e 17 de fevereiro de 2013

Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149

De terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h

Entrada franca

Informações: (11) 2168-1776/1777

Um dos maiores movimentos culturais do Brasil ganha vida nesse documentário. Numa época em que a liberdade de expressão perdia força, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, entre outros, misturam tradições populares às novidades internacionais criando o Tropicalismo, que abalou as estruturas da música popular brasileira influenciando várias gerações. Com depoimentos reveladores, raras imagens de arquivo e embalado pelas canções do período, Tropicália nos dá um panorama definitivo de um dos mais fascinantes movimentos culturais do Brasil.

Assista ao trailer de Tropicália:

O cinema brasileiro foi pródigo na seara dos documentários musicais na última década. De Nélson Freire a A Música Segundo Tom Jobim, muitos foram os artistas homenageados e relembrados pelos mais diversos diretores. Entretanto, apesar da quantidade, poucos foram os filmes que buscaram compreender movimentos musicais da história do país. Tropicália vem suprir um pouco esta lacuna, ao apresentar o movimento liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil que teve início em 1967 e chegou ao fim apenas dois anos depois, graças ao exílio imposto pela ditadura militar. Assim como boa parte dos documentários musicais, o filme aposta firme nos depoimentos das pessoas envolvidas com a Tropicália. Desta forma é explicado de onde veio o nome, as influências além da música, os conceitos teóricos – “é uma salada antropofágica, uma mistura dos erros cometidos pelo país” -, os artistas que faziam parte do grupo e aqueles que o apoiavam. Entretanto, o grande pulo do gato do diretor Marcelo Machado é mostrar tais explicações a partir das imagens da época. Ou seja, ao invés de “parar” o filme para acompanhar alguém falando, o espectador tem a chance de ver cenas do período com o áudio comentando sobre aquele momento em especial. Este simples artifício dá ao filme uma dinâmica incrível, auxiliado por uma edição esperta e algumas brincadeiras visuais bacanas, como a inserção de um curativo na borda de uma imagem antiga de má qualidade. Além da narrativa ágil, Tropicália conta com algumas pérolas da música brasileira. Entre elas a célebre apresentação de Gilberto Gil com os Mutantes ao cantar “Domingo no Parque”, exibida também no documentário Uma Noite em 67, e cenas de Caetano no III Festival Internacional da Canção, onde é vaiado ao cantar “É Proibido Proibir”. As dezenas de fotos e imagens de arquivo revelam também um minucioso trabalho de pesquisa, crucial para a compreensão não apenas do movimento mas da própria época retratada. Já em sua reta final, o filme ganha peso ao retratar o manto da ditadura agindo sobre os músicos e o quanto ela influenciou em suas vidas. Este é o único trecho em que a câmera acompanha os entrevistados, pela relevância do que é dito, como no depoimento de Tom Zé, ou das reações faciais, no caso de Gil e Caetano ao verem cenas após o retorno do exílio. Como um todo, Tropicália alcança seu objetivo: retratar o movimento sem ser careta, com um pouco da mistura e da alegria que seu próprio objeto de estudo representava. Um bom filme, para iniciantes e iniciados no tema.

Cantor baiano fará apresentações em quatro cidades brasileiras, acompanhado por orquestras Gilberto Gil completará 70 anos no dia 26 de junho e irá celebrar a data com uma série de shows, nos quais será acompanhado por orquestras sinfônicas. A primeira apresentação deve ocorrer no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 12 de maio, com participação da pianista russa Alexandra Troussova. No dia 19 do mesmo mês a miniturnê desembarca em Salvador; o show ocorrerá no Teatro Castro Alves, com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). As demais apresentações acontecerão em Belo Horizonte e São Paulo, mas ainda não foram informadas datas, nem quem o acompanhará nessas cidades.